sábado, 10 de dezembro de 2011

Miriam Leitão: Europa estaria em crise sistêmica – “Risco de que Europa exploda nunca foi maior”, diz Sarkozy

“O risco de que a Europa exploda nunca foi maior”, disse nesta quinta-feira o presidente francês, Nicolas Sarkozy, acrescentando que a União Europeia possui “algumas semanas” para sair da crise. “A Europa nunca foi tão exigida e nunca correu tanto perigo”, afirmou o presidente em Marselha.
Já a chefe do governo alemão, Angela Merkel, afirmou estar “convencida” de que os europeus “encontrarão boas soluções” na reunião europeia de Bruxelas desta quinta e sexta-feira. “Estou convencida de que chegaremos a uma solução para todos os temas”, declarou Merkel durante o Congresso do conservador Partido Popular Europeu (PPE).
“Peço a compreensão daqueles que não adotaram o euro. Devemos enviar um sinal forte ao exterior. As palavras, apenas, não serão suficientes, e falta uma modificação dos tratados”, disse a chanceler alemã. Merkel pediu aos países da UE que deixem de defender “egoísmos nacionais” e trabalhem juntos para solucionar a crise econômica e financeira.
A chanceler defendeu o trabalho conjunto da Alemanha e da França em busca de soluções, mas ressaltou que todos os países da UE têm de agir coordenadamente para resolver a crise, além de reconhecer que a situação é complicada e difícil, mas que a saída está em trabalhar “mais pela Europa” para enfrentar não só os desafios econômicos, mas também os de outras áreas.
Merkel disse ainda que a colaboração e o trabalho conjunto não serão apenas do Conselho Europeu, mas também da Comissão, do Parlamento Europeu e de outras instituições comunitárias. Para a chanceler, os riscos são comuns e é preciso enfrentá-los e tomar novas decisões, já que “ainda há muito trabalho a fazer”.
Nesse sentido, ela defendeu medidas que permitam uma maior integração e remodelações constitucionais necessárias para a nova política econômica que será aplicada. Merkel destacou ainda os valores compartilhados por todos os membros da UE, considerados por ela como “intocáveis”, e elogiou o trabalho feito pelo Partido Popular Europeu.
Vários dirigentes europeus, entre Sarkozy, Merkel, e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, realizam na quinta-feira uma reunião prévia à cúpula da União Europeia (UE) para tentar aproximar posturas, depois que funcionários alemães insistiram em diminuir as perspectivas de um acordo, já que, segundo Berlim, “há atores que ainda não compreenderam a gravidade da situação”.

O governo alemão mantém diferenças com as propostas apresentadas, em particular sobre como seria uma reforma dos tratados comunitários para carimbar a disciplina fiscal dos países da zona do euro e sobre a possibilidade de emitir títulos de dívida comum a longo prazo. Sarkozy e Merkel enviaram hoje uma carta conjunta na qual detalham as ideias que propuseram na segunda-feira passada, entre as quais aparecem vários mecanismos para garantir a disciplina fiscal dos países, mas também a harmonização do imposto de sociedades entre os membros do euro.
Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.
A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.
Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.
Com informações de Reuters e EFE.

Protestos na Rússia são teste para Putin e seus rivais

Oposição russa leva multidão às ruas para protestar contra "vigaristas e ladrões"
A oposição russa levou hoje multidões às ruas para manifestações que servirão como um teste para a sua capacidade de transformar a indignação contra supostas fraudes eleitorais em um movimento de protesto efetivo. De Kaliningrado, à beira do Báltico, a Vladivostok, na costa do Pacífico, dezenas de cidades russas realizam manifestações, que funcionarão também como um termômetro da tolerância de Vladmir Putin à pressão popular.
Foto: Reuters
Manifestantes protestam contra eleições que consideram fraudulentas na Rússia

A eleição parlamentar de domingo, em que o partido governista Rússia Unida viu sua bancada encolher em 77 deputados, embora mantendo uma ligeira maioria no Parlamento, sinalizou um crescente descontentamento contra os 12 anos de hegemonia política de Putin no maior país do mundo.
"As pessoas vão sair... porque estão cansadas do partido dos vigaristas e ladrões", disse a ativista Yevgeniya Chirikova, usando um rótulo que se popularizou pela internet.
Os manifestantes têm autorização para realizar um grande ato público em Moscou. Mas a polícia promete coibir qualquer ação ilegal.
Na segunda-feira, a oposição realizou seu maior protesto dos últimos anos na capital. Nos dias seguintes, dezenas de milhares de policiais ocuparam as ruas e reprimiram aglomerações.
Leia também: Partido governista vence eleições parlamentares na Rússia
A tensão política assustou os investidores, por prenunciar uma fase de instabilidade na Rússia até a eleição presidencial de 2012, em que Putin é favorito. Ele já foi presidente de 2000 a 2008, quando passou o cargo para seu afilhado político Dmitry Medvedev. Desde então, ele atua como primeiro-ministro, mas continua sendo o político mais poderoso do país.
O declínio no apoio ao Rússia Unida, partido de Putin, indicou a frustração de grande parte do eleitorado com a corrupção, as disparidades sociais e o medo de uma estagnação econômica.
A oposição diz que o resultado negativo para o partido governista na verdade esconde uma derrota ainda maior, pois há suspeitas de fraude generalizada - incluindo a colocação de votos falsos em urnas.
As queixas sobre fraudes se espalham na Internet junto com a convocação para os protestos. O maior deles deve acontecer em Moscou. Depois de reunirem cerca de 5.000 manifestantes na segunda-feira, os organizadores esperam uma participação bem maior no sábado - até o meio-dia de sexta-feira (hora local), 60 mil russos haviam manifestado pelas redes sociais Facebook e VKontakte a sua intenção de comparecer.
O protesto foi inicialmente convocado para a praça da Revolução, vizinha ao Kremlin, mas as autoridades municipais autorizaram um evento com até 30 mil pessoas em outro local, mais discreto, na margem oposta do rio Moscou.
Fonte: Último Segundo.ig.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bancos europeus precisam de € 114,7 bilhões, diz EBA

Os bancos europeus precisam de € 114,7 bilhões (US$ 152,5 milhões) para recapitalizarem-se, anunciou nesta quinta-feira (8/12) a Autoridade Bancária Europeia (EBA).

O montante representa um aumento de € 8 bilhões com relação à estimativa de outubro.

A Espanha possui as entidades com maior necessidade de recapitalização - perdendo apenas para as gregas (€ 30 bilhões) -, precisando de € 26,170 bilhões para cumprir com o novo requisito de capital próprio de resistência de 9%, segundo um comunicado da EBA.

A EBA revisou a cifra em função dos últimos dados disponíveis sobre a exposição dos bancos europeus a dívida soberana na Eurozona.

Os dirigentes dos 27 países da UE estarão reunidos durante dois dias a partir desta sexta-feira à tarde em Bruxelas para tentar salvar definitivamente do naufrágio a Zona do Euro.

Em sua reunião anterior, celebrada no final de outubro, os europeus anunciaram que a EBA exigiria dos bancos um reforço de seu capital próprio (Core Tier 1) para 9% até o final de junho de 2012.

Estas exigências foram reforçadas pela capitalização e ilustraram a fragilidade dos bancos europeus, debilitados pela crise.

A atenção se concentra agora principalmente em alguns grandes bancos alemães, em particular o Commerzbank, o segundo do país, e o maior banco italiano, UniCredit.

Estas duas entidades figuravam no grupo de bancos - entre os quais também estavam o alemão Deutsche Bank e o francês BNP Paribas - postos na quarta-feira (7/12) sob vigilância negativa pela agência de classificação financeira Standard & Poor's.

Nas provas de resistência que a EBA realizou em julho com 90 entidades, nas quais requeria um mínimo de Core Tier 1 de 5%, a autoridade continental estimou em € 2,5 bilhões as necessidades de recapitalização dos oito bancos e casas de poupança - entre eles cinco espanhois - que falharam. Outras 16 superaram o teste, mas muito próximos da meta.

Esperada impacientemente pelos governos, a nova estimativa, que a princípio deveria ter sido divulgada no final de novembro, foi apresentada no dia 30 pelo presidente da EBA, Andre Enria, ao ministro de Finanças da UE durante uma reunião em Bruxelas.

fonte:Brasileconômico

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Reino Unido ameaça vetar tratado europeu

É um discurso muito mais duro do que o habitual. O primeiro-ministro britânico tem endurecido o tom no que toca às propostas de revisão do Tratado de Lisboa. Desta vez, David Cameron ameaça mesmo vetar o tratado europeu se não conseguir garantias financeiras para o Reino Unido e caso os líderes europeus se recusem a proteger a posição de Londres na cimeira europeia que arranca quinta e sexta-feira em Bruxelas.

«Quando for a Bruxelas, vou lá estar para defender e promover os interesses do Reino Unido. E, neste momento, esses interesses passam pela resolução dos problemas da Zona Euro que têm tido efeitos nefastos sobre a nossa economia».

E, prosseguiu, «isto significa obviamente que os países da Zona Euro têm de agir em conjunto. E se escolherem usar o tratado europeu para isso é óbvio que haverá salvaguardas e interesses britânicos nos quais vou insistir».

Fica então o aviso: «Eu não assinarei um tratado que não garanta essas salvaguardas, como a importância do mercado único ou o funcionamento dos serviços financeiros».
Vejam o vídeo no link fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/cameron-reino-unido-tratatos-tratado-europeu-crise-cimeira/1306023-1730.html

E se Portugal deixar o EURO?

Os bancos fechavam as portas, as fronteiras seriam controladas. Este seria o primeiro acto da saída do euro. A moeda desvalorizaria, disparava a inflação e o desemprego. E chegaria mais austeridade. As potenciais vantagens só viriam depois.Imagine este cenário. Após extenuantes horas de discussão numa das 27 capitais europeias a reunião do Conselho Europeu chega, finalmente, ao fim. Os jornalistas que resistiram até à conferência de imprensa são surpreendidos pela entrada na sala dos primeiros ministros português e grego. Seguem-nos os presidentes do Eurogrupo, do BCE e da Comissão. São três da manhã de sexta para sábado, a maioria dos portugueses está a dormir. Quando acordarem, o euro já não será a moeda do seu país. Os levantamentos de dinheiro terão de ser feitos já em “novos-escudos” directamente nos balcões dos bancos. As fronteiras estarão temporariamente fechadas e as entradas e saídas de capital proibidas. É decretado o estado de emergência. É o fim do euro para os portugueses.
Fonte:
NEGOCIOS ON LINE

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

McCain adverte Putin de se aproximar de "Primavera árabe"

O Senador dos EUA John McCain, conhecido por suas críticas firme a Rússia, advertiu o primeiro-ministro Vladimir Putin de que a Rússia pode ver uma "Primavera árabe" própria, após protestos pós-eleitorais de rua .
"Querido Vlad (Vladimir Putin), The ArabSpring está chegando perto de você", disse McCain em seu micro blog no Twitter.
” O senador acrescentou um link de seu comentário no Twitter com um artigo do Wall Street Journal que afirma que " amplas evidências de fraude eleitoral "vai azedar ainda mais as relações da Rússia com capitais ocidentais" nos próximos dias. "
Conhecido por seu acentuado discurso anti-russa por conta de seus pontos de vista, McCain tem apelado repetidamente sobre a administração dos EUA para tratar a Rússia com cautela.
Recentemente, ele disse que a Rússia tinha continuado a "ocupar uma parte do território soberano da Geórgia", em um comentário sobre a anulação dos resultados das eleições na Ossétia do Sul .
"Como o povo russo foi às urnas nesta semana e no próximo ano, devemos continuar a apoiar os seus direitos humanos e as aspirações democráticas, bem como, mesmo que o processo eleitoral na Rússia provavelmente vai ser tão manipulado pelas autoridades russas como a de seu estado cliente, a Ossétia do Sul ", o senador informou na semana passada.
Eleições parlamentares de domingo foram marcadas por alegações generalizadas de procedimentos fraudulentos sendo manipulado em favor do governante partido Rússia Unida, com dezenas de clips de vídeo amadores aparecendo para mostrar a fraude eleitoral enviados para a Internet e milhares de pessoas protestando contra as pesquisas injustas.
Fonte:
RIANOVOST

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Feixe de gelo afunda no mar da Antártica e mata animais marinhos

Repórteres da BBC registraram um interessante fenômeno natural na Antártica. Em um vídeo, o que se observa é uma monstruosa coluna de gelo afundando lentamente no mar. Quando a ponta dessa coluna toca o chão do oceano, o gelo se alastra lentamente pelo solo, como um líquido derramado, e mata todos os animais que habitam o fundo.

O que acontece é o seguinte: na superfície da Antártica, a água salgada que entra em contato com o gelo tende a passar para o estado sólido. O problema é que esse gelo formado se condensa em uma única “estalactite”, gigantesca. A estrutura avança oceano abaixo, onde a temperatura é mais amena conforme a profundidade aumenta.

No ar, um fenômeno equivalente acontece quando a neblina em regiões frias é capaz de congelar qualquer gotícula de água que esteja no ambiente, formando algo semelhante à geada. Essa ocorrência leva o nome de sincelo. No caso do sincelo marítimo, ao tocar o chão de um mar quente, o feixe de gelo tem um poder de Midas: tudo o que entra em contato com a estrutura também é imediatamente congelado.

Quem se dá mal com isso são estrelas do mar, esponjas e outros pequenos habitantes do solo do oceano, que morrem instantaneamente. Não devido ao choque térmico em si, mas porque são soterrados por um gelo em expansão do qual não conseguem fugir.

Para fazer uma filmagem tão reveladora, os pesquisadores da BCC instalaram um complexo aparato de câmeras no fundo do mar antártico, em um local de difícil acesso. E todo o processo foi muito rápido: em menos de seis horas, a “estalactite” se formou, afundou e congelou o chão abaixo de si Veja o vídeo aqui: [BBC]

A Europa tem apenas 10 dias para salvar a zona do euro e evitar a tragédia financeira global, adverte chefe das Finanças da UE Ollie Rehn

Apenas 10 dias são deixados para salvar o Euro e evitar um colapso econômico global.
Esse foi o terrível aviso do diretor financeiro da UE de Bruxelas na noite passada.
E como o comissário falou, um esforço internacional enorme de emergência estava a caminho para evitar um desastre financeiro mundial.
Seis bancos centrais ao redor do mundo disseram que estavam prontos para fornecer milhares de milhões de dólares baratos para os bancos europeus para mantê-los empréstimos uns aos outros.
O colapso dos empréstimos entre bancos provocaram a crise financeira de 2008, e Downing Street advertiu ontem que o mundo já estava nas garras de outra quebra fatal de créditos".
" Em uma referência ao colapso grande de banco dos EUA, que provocou o acidente de 2008, um oficial sênior Whitehall disse: "Nós não estamos no Lehman ... ainda."
Como temores de propagação da catástrofe, verificou-se que watchdog bancário britânico, a Financial Services Authority, disse aos maiores bancos do país para acelerar os seus planos de emergência para um iminente colapso do euro.
Se a moeda se desmoronar, a economia mundial vai entrar em espiral de crise.
A Grã-Bretanha, com as suas ligações em massa para a Europa, teria de enfrentar uma recessão profunda e destrutiva de novo.
E ministro das Relações Exteriores francês Alain Juppé afirmou que o continente poderia descer para a guerra. " Ele disse: "Nós temos nos lisonjeados por décadas que temos erradicado o perigo de conflito armado, mas não devemos estar muito certo disso."
Rehn deu um prazo de 10 dias, entregue aos ministros das Finanças europeus, em Bruxelas, em uma cúpula que se refere a esta quebra aos líderes da UE na cidade em 9 de dezembro. " Ele lhes disse: "Estamos agora a entrar no período crítico de 10 dias para completar e concluir a resposta à crise da União Europeia."
As medidas que os políticos têm até agora chegado a lidar com a crise não conseguiram satisfazer os mercados.
Analistas dizem que precisam de um pacote de resgate espetacular para afastar o Euro da ameaça de colapso.
O Euro está em crise porque vários membros, particularmente Grécia, Itália e Espanha, têm dívidas nos mercados e temem que nunca serão capazes de retribuir.
Se eles colapsarem - admitem que não podem pagar o que devem - os bancos que detêm IOUs de seu empréstimo (títulos) podem entrar em colapso.
Chefes de bancos já estão acumulando dinheiro para se preparar para o pior e estão se tornando com medo de emprestar uns aos outros, criando uma crise de crédito sem precedentes.
A Ação de ontem dos bancos centrais da América, a União Européia, a Grã-Bretanha, Japão, Canadá e Suíça é projetado para obter empréstimos bancários vão além novamente.
O Porta-voz oficial de David Cameron disse: "Trata-se de ter planos de contingência sensíveis no lugar, porque há claramente uma situação muito grave nos mercados financeiros.
" "Estamos experimentando uma crise de crédito. Esta ação é sobre a tentativa de mitigar os efeitos dessa crise de crédito."
O movimento pelos seis bancos enviados aos mercados acionários globais crescentes, mas especialistas alertaram que era um "esparadrapo".
E Financial Services Authority confirmou que eles têm dito os grandes bancos da Grã-Bretanha para se certificar de que se eles estão prontos se o colapso Euro vier ". Eles disseram que a boa gestão de riscos envolvidos no "planejamento de cenários improváveis, é grave".
O que tudo isso significa para você
Por que os bancos a tomar medidas de emergência? Para parar o sistema mundial de bancos em apreensão, causando uma crise de crédito.
O que exatamente está sendo feito?
Os EUA com seu Federal Reserve, Banco da Inglaterra, Banco do Japão e o Banco Central Europeu são boates de salvamento juntos para ajudar a obter fundos que circulam pelo sistema. Eles concordaram em disponibilizar fundos para os bancos com taxas de juros mais baixas até fevereiro de 2013.
Por que eles precisam fazer isso?
Temores de que a zona do euro esteja à beira do colapso e tinha tornado difícil para os seus bancos para obter os empréstimos de que precisam para continuar.
Como chegamos a esta bagunça?
Os líderes europeus têm sobre a crise dos dithered dívida da zona do euro, alimentando temores de que a zona do euro poderia quebrar.
Por que isso importa?
Seria um mega golpe nas finanças dos bancos, que estão todos interligados. Bancosdo UK iriam acabar com muito menos dinheiro para emprestar às empresas e famílias.
Será que esta ação resolverá o problema?
Não vai acabar com a crise do euro, mas apenas compra mais tempo.
Fonte:
Daily Record.com.uk

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vinte sinais de colapso financeiro iminente na Europa

Estamos à beira de um colapso financeiro de enormes proporções na Europa.
Rumores de uma situação de incumprimento iminente por parte da Grécia circulam por tudo o que é sítio e já há representantes do Governo grego a admitir abertamente que estão a ficar sem dinheiro. Sem mais fundos de resgate, é absolutamente certo que em breve a Grécia deixará de pagar as suas dívidas. Mas os representantes alemães ameaçam com a retenção de mais pagamentos de resgate até os gregos “fazerem aquilo que concordaram fazer”. A atitude na Alemanha é que chegou a altura de os gregos pagarem o preço de se terem endividado tanto. Os representantes do Governo grego estão a ficar frustrados porque quanto mais medidas de austeridade aplicam, mais a sua economia recua. À medida que a economia recua, o mesmo acontece aos pagamentos de impostos e o défice orçamental fica ainda maior. Entretanto, hordas de cidadãos gregos enfurecidos protestam violentamente nas ruas. Se a Alemanha permitir que a Grécia entre numa situação de incumprimento, isso irá iniciar a queda de dominós financeiros em todo o mundo e será um sinal para os mercados financeiros de que existe uma possibilidade muito real de se permitir que Portugal, a Itália e a Espanha entrem também em incumprimento. Escusado será dizer que, nessa altura, ficaria instalada a confusão.
Porque é então a Grécia tão importante?
Bem, há duas razões pelas quais a Grécia é tão importante.
Em primeiro lugar, os grandes bancos em toda a Europa têm um grande investimento na dívida grega. Uma vez que muitos desses bancos também estão fortemente alavancados, se forem forçados a assumir grandes prejuízos com a dívida grega, muitos deles poderão ser aniquilados.
Em segundo lugar, se a Grécia entrar em incumprimento, os mercados percebem que Portugal, a Itália e a Espanha provavelmente também não serão resgatados. De repente, tornar-se-ia muitíssimo mais caro para esses países contraírem empréstimos, o que iria agravar imenso os seus já enormes problemas de endividamento.
Se a Itália ou a Espanha caíssem, grandes bancos em todo o mundo seriam aniquilados.
Paul Krugman, do New York Times, resumiu recentemente a escala do problema que o sistema financeiro mundial actualmente enfrenta….
A turbulência financeira na Europa deixou de ser um problema das pequenas economias periféricas, como a Grécia. O que está actualmente em curso é um ataque em grande escala dos mercados às economias muito maiores da Espanha e da Itália. Nesta altura, os países em crise representam cerca de um terço do PIB da zona euro, pelo que a a própria divisa europeia única está com a existência ameaçada.
A maioria dos americanos não perde muito tempo a pensar sobre a situação financeira da Europa.
Mas devia.
Neste preciso momento, a economia dos Estados Unidos faz um tremendo esforço para se manter fora de outra recessão. Se a Europa sofrer uma derrocada financeira, não existe nenhuma maneira de os Estados Unidos conseguirem evitar outra recessão económica grave.
Se acham que as coisas estão más agora, esperem só. Depois da próxima grande crise financeira, aquilo por que estamos actualmente a passar vai parecer um piquenique de domingo.
Seguem-se 20 sinais de colapso financeiro iminente na Europa….
N.º 1 A taxa de juro (yield) das obrigações gregas a 2 anos é actualmente superior a 60%. A taxa de juro das obrigações gregas a 1 ano é actualmente superior a 110%. Basicamente, os mercados financeiros mundiais estão agora plenamente convencidos de que a Grécia vai entrar em incumprimento.
N.º 2 As acções dos bancos europeus estão hoje, mais uma vez, verdadeiramente de rastos. É o que vem a acontecer, repetidamente, nas últimas semanas. Aquilo a que estamos a assistir agora é uma tendência clara. Tal como em 2008, as acções bancárias mais importantes lideram o caminho da derrocada financeira.
N.º 3 O Governo alemão está actualmente a fazer preparativos para resgatar os principais bancos alemães quando a Grécia entrar em incumprimento. Segundo se diz, o Governo alemão está a dizer aos bancos e às instituições financeiras para se prepararem para um corte de 50% nas obrigações da dívida grega.
N.º 4 Com muitos milhares de cidadãos enfurecidos a protestar nas ruas, o Governo grego parece estar hesitante em implementar plenamente as medidas de austeridade que lhe estão a ser exigidas. Mas se a Grécia não fizer aquilo que lhe dizem para fazer, a Alemanha pode reter a ajuda futura. Segundo Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças da Alemanha, a Grécia encontra-se agora “sobre o fio da navalha”.
N.º 5 A Alemanha está a assumir uma posição cada vez mais dura para com a Grécia e, neste momento, os gregos estão a sentir-se muito empurrados pelos alemães. Ambrose Evans-Pritchard chamou a atenção para este facto de forma muito eloquente num recente artigo para o Telegraph….
O comissário europeu alemão Günther Oettinger afirmou que a Europa devia enviar capacetes azuis para assumirem o controlo da cobrança de impostos grega e liquidarem os activos do Estado. É bom que estejam bem armados. Os títulos da imprensa grega têm sido “Capitulação incondicional” e “Aterrorizando os gregos”, chegando mesmo a falar em “Quarto Reich”.
N.º 6 Todos sabem que a Grécia não pode, simplesmente, durar muito mais tempo sem resgates contínuos. John Mauldin explicou o porquê desta situação num artigo recente….
Trata-se de aritmética escolar elementar. O rácio da dívida em relação ao PIB na Grécia encontra-se actualmente nos 140%. Estará próximo dos 180% no final do ano (admitindo que alguém lhes dará o dinheiro). O défice está acima de 15%. Eles não podem, pura e simplesmente, pagar os juros. As verdadeiras taxas de juro do mercado (não subsidiadas pela zona euro) sobre a dívida grega de curto prazo estão próximas dos 100%, pelo que leio nos jornais. A sua dívida de longo prazo não pode, simplesmente, voltar a ser financiada sem resgates da zona euro.
N.º 7 As medidas de austeridade que já foram aplicadas estão a fazer a economia grega recuar rapidamente. O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, anunciou que o Governo grego prevê actualmente um recuo de 5,3% da economia em 2011.
N.º 8 O vice-ministro das Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, afirma que a Grécia só tem numerário suficiente para continuar a funcionar até ao próximo mês.
N.º 9 Importantes bancos nos Estados Unidos, no Japão e na Europa estão tremendamente expostos à dívida grega. Se fossem forçados a assumir grandes prejuízos com a dívida grega, vários bancos principais que estão muitíssimo alavancados podiam de repente correr o risco de ser aniquilados.
N.º 10 Se a Grécia se afundar, Portugal pode muito bem ser o próximo. Ambrose Evans-Pritchard do Telegraph explica desta forma….
Contudo, empurrar a Grécia pela ribanceira abaixo acarreta o risco de contágio instantâneo a Portugal, que tem níveis mais elevados de endividamento total e um défice da balança de transacções correntes igualmente mau, de cerca de 9% do PIB, e que é também, a longo prazo, incapaz de cumprir as medidas de austeridade ditadas pela Alemanha. A partir daí, a reacção em cadeia para o núcleo central da UEM seria rápida e violenta.
N.º 11 A taxa de juro (yield) das obrigações portuguesas a 2 anos é actualmente superior a 15%. Há um ano, a taxa de juro dessas obrigações era de cerca de 4%.
N.º 12 Portugal, a Irlanda e a Itália têm actualmente rácios da dívida em relação ao PIB muito superiores a 100%.
N.º 13 A Grécia, Portugal, a Irlanda, a Itália e a Espanha, em conjunto, devem ao resto do mundo cerca de 3 biliões de euros.
N.º 14 Em breve, os principais bancos das zonas “saudáveis” da Europa poderão assistir à desvalorização dos seus ratings de crédito. Por exemplo, há rumores persistentes de que a Moody’s está prestes a descer os ratings de crédito de vários importantes bancos franceses.
N.º 15 A maioria dos grandes bancos europeus está completamente alavancada e extremamente exposta à dívida soberana. Antes do seu colapso em 2008, a alavancagem do Lehman Brothers era de 31 para 1 [por cada euro que tinham em depósito, investiam 31]. Hoje em dia, a alavancagem dos principais bancos alemães é de 32 para 1, e esses bancos detêm actualmente uma quantidade enorme de dívida soberana europeia.
N.º 16 O BCE não vai conseguir comprar indefinidamente dívida dos membros da zona euro em dificuldades. O Banco Central Europeu já detém qualquer coisa como 444 mil milhões de euros de dívida dos governos da Grécia, Itália, Portugal, Irlanda e Espanha. Na sexta-feira, o alemão Jurgen Stark demitiu-se do Banco Central Europeu em protesto contra essas compras irreflectidas de obrigações.
N.º 17 De acordo com o centro de estudos Open Europe, com base em Londres, o Banco Central Europeu está actualmente muitíssimo sobrealavancado….
“Se os activos do BCE descessem apenas 4,23% em valor . . . todo o seu capital base seria aniquilado”.
N.º 18 A recente decisão proferida pelo Tribunal Constitucional da Alemanha parece ter posto fora de questão a criação de qualquer mecanismo de resgate “permanente” para a zona euro. Basta repararem na seguinte linguagem da decisão….
“Não serão criados mecanismos permanentes através de tratados, que nos levem a assumirmos responsabilidade pelas decisões de outros Estados, especialmente se elas implicarem consequências incalculáveis”
N.º 19 O economista Nouriel Roubini avisa que sem “um enorme estímulo” por parte dos governos do mundo ocidental, vamos assistir a um colapso financeiro de grandes proporções e vamos dar connosco a mergulhar numa depressão….
“A curto prazo, precisamos de um enorme estímulo; caso contrário, vai haver outra Grande Depressão.”
N.º 20 O ministro da Economia alemão, Philipp Roesler, avisa que não está “fora da mesa” um “incumprimento controlado” para a Grécia….
”Para estabilizar o euro, não devemos tirar nada de cima da mesa no curto prazo. Isso inclui, como cenário mais desfavorável, um incumprimento controlado para a Grécia se estiverem disponíveis os instrumentos necessários para tal.”
Neste momento, a Grécia está presa numa espiral de morte. Quanto mais medidas de austeridade aplica, mais a economia abranda. Quanto mais a economia abranda, mais as receitas fiscais diminuem. Quanto mais as receitas fiscais diminuem, mais se agravam os problemas de endividamento.
A Grécia pode acabar por sair do euro, mas isso só iria agravar muitíssimo os seus problemas económicos e seria também muito prejudicial para o resto da zona euro.
Vários políticos na Europa advogam uns “Estados Unidos da Europa” como a solução definitiva para estes problemas, mas neste momento os cidadãos da zona euro estão, esmagadoramente, contra uma integração económica mais profunda.
Além disso, conceder à UE ainda mais poder, significaria uma perda de soberania nacional ainda maior para os povos da Europa.
O que não seria bom.
Portanto, o que temos agora em mãos é o status quo. Mas a situação actual não pode durar muito mais tempo. A Alemanha está a ficar farta de conceder resgates, e países como a Grécia estão a ficar fartos das medidas de austeridade que lhes estão a ser impostas.
A certa altura, alguma coisa vai estalar. Quando isso suceder, os mercados financeiros mundiais vão responder com uma mistura de pânico e receio. Os mercados de crédito irão congelar porque ninguém será capaz de dizer quem é que é estável e quem é que está à beira do colapso. Os dominós começarão a desmoronar-se e várias importantes instituições financeiras serão aniquiladas. Os governos em todo o mundo terão de determinar quem é que querem resgatar e quem é que não querem resgatar.
Vai ser uma confusão gigantesca.
Durante décadas, os governos do mundo ocidental foram avisados de que se estavam a endividar demais.
Durante décadas, os principais bancos e as grandes instituições financeiras foram avisados de que estavam a tornar-se demasiado alavancados e a assumir demasiados riscos.
Ninguém quis ouvir.
Agora cabe-nos assistir ao desenrolar em câmara lenta de um pesadelo financeiro global.
Vão buscar as pipocas e preparem-se. Vai ser um verdadeiro espectáculo.
http://theeconomiccollapseblog.com/archives/20-signs-of-imminent-financial-collapse-in-europe
FONTE

China também está super endividada

WASHINGTON - Aqui está uma história comovente.
A China está indo à falência mais rápido do que os EUA, de acordo com planejador econômico Kirk Elliott - que está fazendo este ponto, o eixo central de um webinar ao vivo ele está conduzindo para os telespectadores WND hoje às 12:30 Oriental.

Aqui estão alguns fatos chocantes Elliott discute em uma coluna WND hoje em que ele vai expor durante o webinar:

* A dívida da China é de cerca de $ 36000000000000 yuan (ou 5,68 trillion dólares USD). Este número é astronômico, considerando que é apenas um pouco mais de um terço da dívida total dos EUA, mas a diferença entre os EUA ea China é que os EUA renda nacional per capita é $ 47.140, enquanto a renda nacional per capita da China é 4.260 $ - nem sequer um décimo da quantidade EUA. Estar em par com os EUA, a dívida total da China deve ser em torno de $ 1.5 trillion USD, mas é três vezes maior que! Considerando que os EUA têm uma posição de dívida insustentável, China está ridiculamente fora de controle e coloca o país em extremo perigo de um colapso financeiro de proporções épicas.

* China a taxa de juros publicada oficialmente de 6,2 por cento é fabricado. Na realidade, a inflação da China é de 16 por cento. Este é estranhamente similar para os Estados Unidos também. A inflação oficial dos EUA de cerca de 3 por cento é nem perto de estimativas não-oficiais de inflação de 10-13 por cento. O que isso significa para a China? Isto significa que o custo de vida, salários e custo dos produtos vendidos na China terão de subir, e em vez de deflação de exportação, a China será maior exportador de mercadorias com preços, afetando o resto do mundo que compra seus produtos. O mundo está à beira de um ciclo inflacionário, como nunca vimos. Além disso, os bancos centrais ao redor do globo estão imprimindo dinheiro em grande escala para tentar estimular a liquidez e gastos (esta é a definição de inflação!). Adicione a isso uma estrutura de preços em ascensão na China, o maior exportador para o mundo, e nós poderíamos estar se preparando para uma hiperinflação global.
* O excesso de capacidade na economia e do consumo privado é de apenas 30 por cento da atividade econômica. Claro que isto é o caso, como a população da China é extremamente pobre e China é uma nação exportadora. A grande maioria dos seus bens não deve ser o consumo privado. Mas, o que o excesso de capacidade indica é que há uma desaceleração econômica global. Uma vez que o crescimento da China é dependente do resto do mundo compra seus produtos, uma recessão global não é bom presságio para o futuro econômico da China.

* Publicada oficialmente na China o crescimento do PIB de 9 por cento é fabricado. O número real é 10 por cento negativos! Robusto do PIB da China tem sido sempre um sonho, pois o país tem vindo a construir infra-estrutura (ferrovias, rodovias e desenvolvimento imobiliário - incluindo cidades fantasmas). Dado que as despesas pessoais são apenas 30 por cento do PIB da China, cerca de 70 por cento do PIB da China pode ser atribuído a esta enorme build-up. Ele vai secar, como já começou. O regime está prestes a ser exposta, como as pessoas estão começando a despertar para o fato de que o "rei está nu".

* Na China impostos são muito altos. Impostos sobre as empresas chinesas - diretos e indiretos - são 70 por cento do salário. Alíquotas individuais são 81,6 por cento. Não há como a China pode continuar forte com esses altos impostos. Nós pensamos que os nossos impostos foram elevados - porque eles são! Mas nós somos como meninos de escola em comparação com a China. É o grande garoto sobre o bloco de tributação. É só a economia 101 - um país não pode ficar forte ou viável com taxas de imposto tão alto. A população acabará por revolta. Eu realmente acredito que a China está madura para a revolução dado esses números, é só uma questão de tempo. Infelizmente, para os cidadãos chineses, seu braço-forte do governo não vê com bons olhos em qualquer tipo de oposição política ou social.

Elliott conclui: "Há um tsunami econômico prestes a engolir a China, e por causa do tamanho da economia chinesa e sua fabricação vai ter o impacto de um tsunami e será sentida em toda parte Os Estados Unidos vão sentir isso na forma de inflação,pressões que não podemos agora. Periferia ver países poder sentir seu poderio militar ou cower à pressão política que os governos que funcionam fora do dinheiro começam a fazer coisas irracionais do que a China quebrando,(olha para os Estados Unidos ou a Grécia, ou da União Europeia ). "
Fonte: wnd.com

sábado, 26 de novembro de 2011

Dilma e a limpeza da fábrica de corruptos

A presidente Dilma Rousseff parece ter encontrado um enredo já conhecido. Primeiro vêm as acusações de corrupção, depois a indignação dos acusados, mais evidências, equívocos e retratações e assim, finalmente o ministro cai. Desde junho, Dilma perdeu os ministro de Transporte, Agricultura, Turismo e Esportes As principais acusações são de tráfico de influência, desvio de dinheiro, contratos fraudulentos com ONGs e empresas privadas. Agora, os olhares estão voltados para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

A “faxina” de Dilma para remover os ministros corruptos é popular. Nas últimas pesquisas de opinião, o governo teve índice recorde de aprovação. No entanto, o afastamento dos ministros é uma medida superficial para resolver os problemas da política brasileira.

Desde 1985, quando a democracia foi restaurada, todos os presidentes tiveram que formar coalizões variadas para obter a maioria legislativa. No início de novembro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o “sistema” tem desenvolvido um jogo de favorecimento para garantir o controle político.

Os 513 assentos do Congresso estão divididos entre 23 partidos. A coalizão governista de Dilma é composta por dez deles, comandando 360 lugares. Vários de seus membros não têm objetivo definido, a não ser o de enriquecer através do dinheiro público. O que tem a maior quantidade de membros no Congresso é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

De acordo com Sylvio Costa, do site Congresso em Foco, o Brasil tem “uma presidente forte, mas que é incapaz de fazer qualquer coisa sem o apoio do Congresso”. Costa disse ainda que esse apoio “deve ser comprado”.

Em seu primeiro mandato, Lula enfrentou uma crise que quase o derrubou quando a solução de pagar parlamentares pelos seus votos foi descoberta. Com o pagamento por votos descartado, ministérios e outros órgãos governamentais passaram a utilizar a troca de favores como principal moeda política. O resultado foi uma inflação ministerial. O gabinete de Lula subiu de 26 (em 2003) para 37 quando ele deixou o cargo em 2010. Alguns partidos parecem utilizar os ministérios como uma maneira de lucrar. O PCdoB, por exemplo, ocupou o ministério do Esporte desde que Lula tomou posse. Além dos ministérios, cerca de 25 mil postos de trabalho, incluindo diretoria e cargos de chefia em empresas controladas pelo Estado e escritórios dos ministérios regionais, também foram criados.

Segundo documento oficial, 20 mil destes cargos são ocupados por funcionários públicos de carreira e não por oportunistas de partidos. Porém, o cientista político da Universidade de Brasília, David Fleischer, aponta que as duas versões não são mutuamente exclusivas. De acordo com Fleischer, o teste acontece quando um novo partido chega à presidência, como quando Lula tomou posse. Até o final do segundo mandato do ex-presidente, grande parte dos cargos de dirigentes da administração federal e de fundos de pensão estatais foi ocupada por sindicalistas ou membros do partido de Lula (PT).

Dilma Rousseff tem mostrado poucos sinais de interesse em fazer mudanças radicais a este sistema de clientelismo político. A presidente criou uma secretaria com status de ministério – uma nova agência de Aviação Civil – e tem planos para criar uma nova pasta para tratar de assuntos referentes a pequenas empresas. Dilma criou também a Câmara de Gestão de Competitividade, comandada pelo empresário Jorge Gerdau. O órgão tem como objetivo o aumento da eficiência da administração pública e é um forte aliado para a simplificação da burocracia do governo.

No total, o PT criou 18 novas pastas e é improvável que a presidente os reduza. O mais plausível é que Dilma continue com a política adotada pelo seu antecessor, porém, demitindo os que forem acusados de irregularidades. A presidente também tem sido mais cautelosa do que Lula em desembolsar fundos para emendas empurradas pelos legisladores. De acordo com o consultor do Instituto Análise, Alberto Almeida, a repressão ministerial contribuiu para acabar com uma das principais fontes ilegais de arrecadação de dinheiro público por pequenos partidos políticos. Segundo Almeida, esta medida pode, ao longo do tempo, ajudar na consolidação do sistema político.

Políticos insistem que o governo precisa de uma grande base política para poder aprovar legislações importantes — como a lei dos royalties do petróleo — e de impostos e reformas. No entanto, o foco da presidente está na melhoria da educação, saúde, erradicação da pobreza extrema e investimentos em infraestrutura, assuntos que não exigem aprovação do Congresso. Dilma poderia se dar ao luxo de ser mais radical em sua política de limpeza.

Jornal diz que Lupi foi funcionário-fantasma da Câmara

A edição deste sábado, 26, do jornal Folha de S.Paulo traz a denúncia de que o atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário-fantasma da Câmara dos Deputados ao longo de quase seis anos.

A Folha diz que Lupi “ficou pendurado” na folha de pagamento da Câmara, como assessor da liderança do PDT, de dezembro de 2000 a junho de 2006, período no qual, segundo funcionários do partido em Brasília, ele se dedicava exclusivamente aos assuntos da sigla, na condição de vice e presidente pedetista.

Lupi foi nomeado assessor da liderança do PDT na Câmara no dia 13 de dezembro do ano 2000. Em 2002, candidatou-se a senador pelo Rio sem pedir afastamento, o que é ilegal. Ele assumiu a presidência do PDT em junho de 2004, após a morte de Leonel Brizola. Só pediu exoneração da Câmara dois anos depois, em junho de 2006, quando concorreu ao governo do Rio. Lupi foi nomeado ministro do Trabalho em 2007.

Para Merkel e Sarkozy, queda da Itália seria o ‘fim do euro’

Um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 25, pelo governo italiano, revelou que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disseram a Mario Monti, o novo chefe de governo da Itália, que a queda de seu país “provocaria, inevitavelmente, o fim do euro”.

Ainda de acordo com o comunicado, Sarkozy e Merkel, que se reuniram na última quinta-feira, 24, na França, com Mario Monti, “confirmaram seu apoio à Itália”. O presidente francês e a chanceler alemã ressaltaram também que o fim do euro causaria “uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis”.

O objetivo do encontro foi analisar a grave crise econômica que atinge a Europa. Os mercados, entretanto, consideraram a minicúpula decepcionante, uma vez que a Alemanha se manteve contra a compra por parte do Banco Central Europeu de mais dívidas de países da zona do euro ameaçados pela insolvência.

Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão do Pará

A primeira pesquisa feita após o início da campanha em rádio e TV sobre a divisão do Pará em três estados revelou que 61% dos eleitores são contra a criação do estado do Tapajós e 62% são contra a criação do estado do Carajás.

O levantamento, feito pelo Instituto Datafolha, foi divulgado nesta sexta-feira, 25. Na pesquisa anterior, feita no início de novembro, 58% dos eleitores afirmaram ser contra a divisão do Pará. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Plebiscito: 11 de dezembro
A nova pesquisa ouviu 1.015 pessoas entre os dias 21 e 24 de novembro. O apoio à criação dos dois novos estados também diminuiu em relação ao levantamento anterior, quando 33% dos eleitores eram a favor da criação do Tapajós e do Carajás. Agora, esse número caiu para 30% e 31%, respectivamente. As quedas estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O plebiscito está marcado para o dia 11 de dezembro e será restrito aos eleitores do Pará. Caso a divisão seja aprovada, a decisão ainda precisa passar pelo Congresso e pela sanção da presidente Dilma.

Colapso do euro pode acontecer antes do Natal

O euro como moeda pode colapsar ainda antes do Natal se a União Europeia não tomar adequadas medidas anticrise, anunciou o famoso economista francês Jacques Attali, ex-chefe do Banco Europeu da Reconstrução e Desenvolvimento.

É duvidoso que o euro exista depois do Natal. Só há uma chance em duas que a moeda única se mantenha até esse momento, disse Jacques Attali.

De acordo com Attali, para prevenir o colapso do euro é necessário autorizar o Banco Central Europeu a comprar obrigações dos países da zona do euro que estão na crise e privá-los de uma parte da soberania financeira, introduzindo um controle supranacional sobre os respetivos orçamentos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Europa enfrenta pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, diz Merkel, chanceler alemã.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira que a Europa pode estar vivendo o momento mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto os novos líderes de Grécia e Itália correm para formar governos e limitar os danos da crise de dívida da zona do euro. "A Europa está em um dos mais difíceis, talvez o mais difícil momento desde a Segunda Guerra Mundial", declarou Merkel ao seu partido conservador em Leipzig. Ela disse temer que o continente fracasse se o euro falhar e prometeu fazer de tudo para impedir que isso aconteça.
França é apontada como próxima vítima da crise econômica


Papademos inicia gestão do novo Governo grego nesta segunda-feira

Mas no discurso de uma hora feito aos colegas da União Democrata-Cristã (CDU), Merkel não ofereceu novas ideias para resolver a crise, que obrigou Grécia, Irlanda e Portugal a pedir ajuda externa, gerando preocupação sobre a sobrevivência da união monetária de 17 nações. "Se o euro fracassar, então a Europa fracassa, e nós queremos impedir e nós iremos impedir isso. Isso é no que estamos trabalhando, porque é um projeto histórico enorme", disse Merkel.
No drama de Roma, o presidente italiano pediu que o ex-comissário europeu e novo premiê do país, Mario Monti, forme um novo governo para restaurar a confiança do mercado na economia, cuja dívida é grande demais para o bloco do euro resgatar. Enquanto isso, os mercados financeiros mostravam alívio cauteloso com um leilão de bônus do país, que atraiu boa demanda dos investidores. Foram vendidos 3 bilhões de euros em títulos de cinco anos, mas os juros bateram recorde, atingindo 6,29%. Diante da alta dos rendimentos, o Banco Central Europeu (BCE) começou a comprar bônus do governo italiano logo após o leilão.
As nomeações de Monti e de um novo primeiro-ministro na Grécia, Lucas Papademos, foram recebidas com otimismo pelos mercados, mas era difícil apagar uma insegurança tão enraizada.
Obstáculos de Papademos
O premiê Silvio Berlusconi fez um discurso de despedida no domingo, pedindo que o BCE se torne um banco de último recurso para ajudar o euro. "Isso se tornou uma crise para nossa moeda comum, o euro, que não tem o apoio que toda moeda deveria ter", afirmou em uma mensagem por vídeo. Embora os problemas da Itália e a saída de Berlusconi tenham mandado para segundo plano a Grécia, que tem uma economia bem menor, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os líderes europeus manterão Papademos sob pressão para implementar reformas radicais.
Pesquisas de opinião mostram que o premiê tecnocrata tem apoio de três em cada quatro gregos. Mas ele enfrentava seu primeiro protesto nesta segunda-feira, com manifestantes acusando o novo governo de trabalhar de acordo com os interesses dos banqueiros. Inspetores do FMI, do BCE e da União Europeia começam a chegar a Atenas nesta segunda-feira, aumentando a pressão para a Grécia qualificar-se para um segundo programa de resgate, no valor de 130 bilhões de euros, e para uma parcela de empréstimos de 8 bilhões de euros do resgate anterior.
Fonte: Economia no IG

Partido de Merkel dá 1º passo para permitir que países abandonem o euro

Resolução que permite saída precisa ser aceita pelos três partidos que formam a base de apoio do governo de Merkel, e depois ainda pelos membros do bloco
14 de novembro de 2011
Agência Estado
SÃO PAULO – A União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, aprovou uma resolução, durante convenção que acontece em Leipzig, exortando o governo a estabelecer normas na Europa que permitam que um país deixe voluntariamente a zona do euro sem sair da União Europeia.

A resolução afirma que, “se um membro (da zona do euro) for incapaz ou não quiser obedecer permanentemente às normas relacionadas à moeda comum, ele poderá voluntariamente – segundo as normas do Tratado de Lisboa para deixar a União Europeia – deixar a zona do euro sem sair da União Europeia. Ele deverá receber o mesmo status dos países-membros que não têm o euro”.
De acordo com a Bloomberg, agora a resolução precisa ser aceita pelos três partidos que formam a base de apoio do governo de Merkel. Caso isso aconteça, a Alemanha teria então que convencer os outros países da União Europeia a aprovar essas mudanças na forma de organização do bloco.
Durante a convenção do partido, a chanceler refutou as acusações de que abandonou as posições conservadoras de longa data do partido em questões importantes – de política social a energia nuclear e, agora, do novo salário mínimo a pacotes para a zona do euro. “Vivemos um tempo de mudança épica”, disse Merkel. “Nosso compasso político não mudou. Mas o contexto está mudando constantemente.”
Merkel, por sua vez, disse ao partido que políticas de 30 anos atrás não podem dar a resposta adequada aos “mais difíceis momentos da Europa desde a Segunda Guerra”. Ela insistiu que o partido precisa se adaptar aos novos tempos.
Crise e oportunidade
Em discurso de uma hora na convenção de dois dias que foi convocada sob o lema “Pela Europa, pela Alemanha”, Merkel abordou os temas que têm sido reiterados em suas mensagens diárias em Berlim sobre a crise da dívida da zona do euro: que os problemas levarão anos para serem superados e que a crise oferece a oportunidade de se recriar o projeto europeu.
“Precisamos enviar um sinal claro”, disse Merkel aos delegados. “Nós não lamentamos, não nos queixamos. Em vez disso, nós sabemos que temos um trabalho a fazer”, acrescentou.
Recentemente, Merkel começou a apresentar a crise da zona do euro como a oportunidade de sua geração para dar um enorme passo adiante no projeto europeu. Em Leipzig, ela tocou novamente no tema, afirmando que a Europa precisa ter a coragem de mudar o tratado que criou a união monetária europeia e permitir sanções automáticas e duras às violações do tratado. Em meio à crise, a Europa está se aproximando e os europeus estão descobrindo que as decisões tomadas em um país podem ter um enorme impacto no restante da Europa, ela disse.
O ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, reforçou o apelo de Merkel. “Nós precisamos agora construir a união política na Europa que nunca conseguirmos construir nos anos 1990″, disse.
Alguns delegados discordaram da intenção de Merkel de assumir os encargos de outros países europeus. Klaus-Peter Willsch, membro do Parlamento, acusou o governo de Merkel de quebrar a promessa de não salvar transgressores do euro.
“Nós prometemos aos alemães quando abandonamos o marco alemão para adotar o euro que não pagaríamos pelas dívidas de outras nações. Esta promessa foi quebrada, estamos fazendo exatamente o contrário”, disse.
Merkel descartou qualquer introdução dos eurobônus que resultariam em tornar a comunidade europeia como um todo responsável pelas dívidas de outros países. E ela insistiu em que a Europa e outras regiões do mundo precisam colocar suas finanças numa base sustentável.
“Para todo lugar que olhamos vemos comportamentos que não podem prosseguir”, disse Merkel. “Em todos os lugares, as pessoas estão vivendo como se não houvesse amanhã.”
Enquanto muitos delegados mostraram reservas sobre os recursos que a Alemanha deverá destinar ao combate da crise do euro, muitos também apoiam a estratégia de Merkel.
“Merkel reconheceu que a Europa está numa situação difícil, mas, ao mesmo tempo, claramente e com competência traçou o papel do CDU para liderar a Alemanha ao longo da crise europeia”, disse Erika Stahl, membro do CDU.

domingo, 13 de novembro de 2011

Itália corre sérios riscos de afundar na crise econômica

The Economist
Desde que a crise do euro começou há quase dois anos, o medo comum na União Europeia era de que a Itália, considerada grande demais para ser financeiramente resgatada, afundasse. Havia também a esperança de que o tamanho da Itália pudesse ajudar a salvá-la. Se os investidores fugissem dos títulos italianos, haveriam poucos mercados restantes onde eles poderiam deixar seus euros e colher lucros decentes (o pequeno mercado de ações da Alemanha não poderia acomodar todos eles sem que os rendimentos despencassem). Investidores apavorados correm para o grande e líquido mercado do Tesouro norte-americano, apesar dos temores em relação às finanças públicas dos Estados Unidos. Essa lógica de segurança nos números também deve manter a Itália longe de problemas.

Ainda há esperança: os títulos italianos se tornaram uma vergonha para os bancos, que agora correm para se livrar deles. Seu rendimento de dez anos ultrapassou 7% e, uma vez o rendimento na zona do euro atinja esses níveis, eles deverão sair de controle.

Para alguns, essa é uma prova de que a Itália e uma Grécia aumentada: um país com uma dívida muito grande para ser suportada, e, ao contrário da Grécia, também muito grande para que outros países ajudem. As dívidas públicas em ambos os países são, há muito tempo, maiores que seu PIB anual. Ambos sofrem de uma rigidez paralisante em suas economias. Mas há grandes diferenças nas finanças italianas e enorme potencial em sua economia, o que significa que ela continuaria capaz de pagar suas dívidas se seus custos de empréstimo tivessem um limite próximo de 6%.

Comecemos com as finanças. Uma das razões pelas quais os mercados eventualmente rejeitaram Grécia, Portugal e Irlanda, foi a incerteza quanto ao valores de aumento da dívida. Todos os três tinham déficits orçamentários enormes e lutavam para manter a economia nos trilhos, enquanto, ao mesmo tempo cortavam gastos e aumentavam impostos. A dívida pública da Grécia estava prevista para chegar a 190% do PIB antes que credores do setor privado concordassem em pagar mais do que deviam. Já dívida pública italiana, deve se estabilizar por volta dos 120% do PIB em 2012. Seu governo terá um superávit primário em 2011, e um déficit geral abaixo de 4% do PIB, e menor que a média da zona do euro

A Itália ainda mantém algumas das principais marcas e empresas do planeta, e a exportação pode ser estimulada. Não entanto o número de empresas para isso ainda não é suficiente. A onipresença das empresas familiares está ligada às rígidas regulações italianas, e os problemas na coleção de impostos. Empresas menores ficam abaixo dos limites regulatórios, e são cada vez menos ligadas à economias formal. Se a Itália quer resolver sua enorme dívida pública, precisa urgentemente criar um ambiente no qual os grande negócios possam prosperar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mantega alerta que crise se aproxima de emergentes e pede “pressa” à Europa

Brasília, 8 nov (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alertou nesta terça-feira que a crise já bate à porta dos países emergentes e reiterou que a Europa deve resolver com mais rapidez os problemas da Grécia e Itália, pois de outro modo “será pior”.
Na opinião de Mantega, os países europeus continuam trabalhando tardiamente, estão atrasados em relação às necessidades e aos fatos e estão deixando que as coisas se degenerem ao não adotarem alternativas concretas para solucionar a crise financeira.
Em declarações a jornalistas, o ministro considerou que “só agora (a Europa) está resolvendo os problemas da Grécia e já enfrenta o problema da Itália”, onde as dificuldades financeiras pressionam o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Mantega explicou que na última Cúpula do G20, realizada na semana passada em Cannes, os Estados Unidos, os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e todo o mundo pressionaram, mas os europeus têm seus problemas políticos para resolver.
O ministro reiterou que o Brasil e outros Brics estavam e continuam dispostos a colaborar com a resolução da crise mediante contribuições ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas esclareceu que isso dependerá de os europeus cumprirem seus compromissos.
Nesse sentido, avaliou que os países da União Europeia (UE) deveriam “organizar o fundo (de resgate) europeu, utilizar mais o Banco Central Europeu, que não está sendo usado como poderia, e resolver o problema da Grécia”.
No entanto, apontou que “isso não se concretizou” e, por isso, a oferta dos Brics permanece em suspenso.
Além disso, esclareceu que os recursos que seriam fornecidos por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não seriam somente para os membros da UE, mas “para todos os países que fazem parte do FMI e possam necessitar de recursos em caso de um agravamento da crise”, o que em sua opinião está perto.
“Hoje já vemos uma saída de capitais de alguns dos países emergentes”, disse, sem detalhar nenhum deles, e alertou que essas economias, que em uma boa medida sustentam atualmente o movimento econômico mundial, “poderiam precisar do FMI”.
Segundo Mantega, o grande problema é que “a confiança (na Europa) não pôde ser restituída”, pois “a crise não está sendo resolvida satisfatoriamente” e, pelo contrário, “está um pouco pior”.
O ministro brasileiro advertiu que, no caso da Itália, embora se trate de um país “mais sólido” do que a Grécia, “os mercados funcionam com base na expectativa e na desconfiança”, razão pela qual a situação pode se agravar ainda mais nos próximos dias.
“Todos temos que nos preocupar com isso, porque se esta crise chegar a afetar os países emergentes, a situação internacional será pior”, afirmou.

Agora Emergentes estão preocupados em ficarem em Emergência?

Nunca me enganei com o que disse a respeito dessa crise chegar por aqui um dia e ela já está assombrando aqueles que adoram tirar uma casquinha com os problemas alheios e ainda querendo passar uma imagem a qual não tem e jamais terá.
Falo de nosso país ou mais especificamante de nossas autoridades, as economicas e seus piu pius piando pela imprensa afora que o Brasil tem uma economia robusta e saudável, eu nunca acreditei e nunca vou acreditar.
Uma bolha sustentada por financiamentos a se perder de vista, ainda mais quando se trata do povão que por bem luta para adiquirir aquilo que mais lhe apetesse, mas a custa de créditos que se perdem de vista, fora a corrupção vistos em diversos órgãos que a imprensa não se cansa se mostrar.
Eis então que nosso ministro está com medo de que a crise nos atinja?
Bem que ela já está bem encubada por aqui e esperando o momento certo de atacar. Não precisa ficar com medo, pois nosso país pode até emprestar ao FMI o mesmo que tolhe muitas economias. Quem diria que assim fomos tolhidos num passado não muito distante e agora se dar ao falso luxo de emprestar. Faz -me rir! E pelo jeito quero ver se o FMI vai deixar de graça seus juros a ser cobrados em futuros socorros.
A balança muda e só usam o Brasil como o sofá onde se pode sentar confortavelmente quando se espera arrumar a bagunça no quarto vizinho.
Mas quando as goteiras caem e os carunchos comem o safá confortável, esse mesmo pessoal que diz.- Que sofá gostoso, vai de volta para onde está mais confortável. É assim, dão corda e veêm até onde vai a brincadeira é isso que acontecesse com o falso bom momento brasileiro.
Mas o importante é que vai ter Copa, Olimpíadas e o Brasil é o país mais endinheirado do Planeta e pode bancar tudo isso, pois o povo está muito bem obrigado e não sei por que tem que se preocupar com a pressa da Europa em resolver seus problemas, se não chega por aqui. Mas pra quê?
Tudo é festa no país verde de dinheiro e amarelo de problemas.

sábado, 22 de outubro de 2011

Japão adotará medidas após nova alta do iene frente ao dólar

O ministro de Finanças japonês, Jun Azumi, assegurou neste sábado que adotará medidas contra os movimentos especulativos nos mercados de divisas depois que o iene marcou um novo preço máximo frente ao dólar em Nova York.

A moeda japonesa chegou a tocar na sexta-feira 75,78 pontos frente ao dólar no mercado nova-iorquino, com o que quebrou o máximo de 75,95 ienes alcançado em agosto.

Segundo a agência "Kyodo", o titular de Finanças japonês assegurou que a valorização do iene não reflete a situação atual da economia do Japão, mas se deve ao fato de que a divisa se percebe como segura perante a incerteza que pesa sobre as economias dos EUA e Europa.

Uma moeda local forte prejudica seriamente as companhias exportadoras do Japão, que lutam ainda para superar os efeitos do devastador terremoto de março com a carga adicional que representa a redução de sua competitividade no exterior por causa do iene.

"Estamos em uma situação na qual a taxa de câmbio do iene poderia apagar os lucros das companhias japonesas que buscam sobreviver", disse Azumi, citado pela "Kyodo".

A moeda japonesa também se encontra em níveis muito altos frente ao euro, que na sexta-feira se movimentava em torno dos 105,87 ienes.

As declarações do titular de Finanças poderiam apontar para uma eventual nova intervenção do governo no mercado de divisas para baratear o iene, que seria a quarta desde setembro do ano passado, sem que nenhuma das anteriores tivesse efeitos duráveis.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agência S&P rebaixa nota de 24 bancos e instituições italianas

A agência de classificação de risco S&P (Standard and Poor's) reduziu nesta terça-feira a classificação de 24 bancos e outras instituições financeiras italianas, a maioria de porte médio.

Como justificativa para o rebaixamento, a agência colocou a degradação da situação econômica italiana, com crescentes tensões nos mercados e piora nas perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

A medida foi anunciada após a avaliação da S&P das condições macroeconômicas e financeiras para os bancos italianos, que se mostraram piores do que o previsto anteriormente, de acordo com comunicado divulgado.

"Em nossa opinião, as tensões renovadas nos mercados na zona do euro, particularmente na Itália, e a piora dos prospectos de crescimento levaram a uma deterioração mais aprofundada no ambiente operacional dos bancos italianos", justificou.

Entre os atingidos, está o BMPS (Banco Monte dei Paschi di Siena), cuja nota da dívida de longo prazo caiu para "BBB+". O UBI Banco (Unione di Banche Italiane) passa a ter classificação "A-", segundo o comunicado.

REBAIXAMENTO DA ITÁLIA

Em 7 de outubro, a agência Fitch rebaixou a nota da dívida soberana da Itália, de AA- para A+, com uma perspectiva negativa, em meio à intensificação da crise da zona do euro. A agência justificou o rebaixamento informando que houve um impacto significativo da crise do euro, que debilitou o perfil do risco soberano do país.

No fim de setembro, a própria S&P reduziu a nota da dívida da Itália, citando questões econômicas, fiscais e políticas. A agência de rating informou ter rebaixado a nota da dívida italiana de "A+/A-1+" para "A/A-1", e manteve sua perspectiva negativa.

Em comunicado, a S&P explicou que o corte reflete a fraqueza nas perspectivas de crescimento econômico da Itália, bem como a frágil coalizão do governo e as diferenças políticas dentro do Parlamento, que continuarão limitando a capacidade do governo para responder decisivamente aos desafios domésticos e externos, informou a agência.

PIB da China desacelera e cresce 9,1% no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,1% no terceiro trimestre de 2011 com relação ao mesmo período de 2010, informou nesta terça-feira o Birô Nacional de Estatísticas (BNE).

O dado, porém, representa um arrefecimento de quatro décimos na comparação com a alta de 9,5% registrada no segundo trimestre deste ano.

No acumulado de janeiro a setembro, o PIB da segunda maior economia do mundo ascendeu a 32,06 trilhões de yuans (US$ 5,02 trilhões), uma ascensão de 9,4% com relação ao mesmo período do ano anterior.

A economia chinesa prossegue assim sua tendência descendente, já prevista pelo governo comunista, após dois anos de políticas de estímulo para fazer frente à crise financeira global. Pequim fixou para este ano a meta de crescer 8%.

O BNE publicou também outros indicadores econômicos nacionais, como a produção industrial, que entre janeiro e setembro cresceu 14,2% mas demonstrou arrefecimento (na primeira metade do ano o crescimento foi de 14,3%).

Apesar dos problemas que as empresas privadas chinesas estão tendo neste ano pelo receio de muitos bancos a oferecer-lhes créditos (efeito secundário das medidas para conter a forte inflação), estas aumentaram com mais vigor sua produção (16,1%) que as estatais (10,4%).

Já o investimento ascendeu nos nove primeiros meses do ano a 21,22 trilhões de yuans (US$ 3,32 trilhões), o que representa um aumento anualizado de 24,9%, também menor que o da primeira metade de 2011 (25,6%).

O BNE destacou o crescimento dos investimentos no setor imobiliário, que foi de 32% e ascendeu a 4,42 trilhões de yuans (US$ 692,8 bilhões), o que evidencia que a bolha no setor ainda não foi controlada, apesar das medidas de contenção do Governo.

Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo, estas ascenderam a 13,08 trilhões de yuans (US$ 2,05 trilhões), alta de 17%, contra os 16,8% da primeira metade do ano.

O governo chinês procura nos últimos anos estimular o consumo interno para que o crescimento econômico do país dependa progressivamente deste fator econômico, após décadas nas quais os motores da potência asiática foram o investimento e o comércio exterior.

Vacinação na idade adulta: seis vacinas que devem ser tomadas

Nesta segunda-feira, dia 17, é comemorado o Dia Nacional da Vacinação. A data é uma boa oportunidade para lembrar aos adultos de manter a carterinha de vacinação em dia, já que muitas pessoas não dão muita atenção a campanhas de vacinação após a infância.

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. As primeiras, em geral, são tomadas para controlar surtos epidemiológicos, as segundas imunizam para a vida toda, com eventuais doses de reforço.

Vacina dupla tipo adulto – para difteria e tétano
A difteria é causada por uma bactéria, contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Os sintomas são problemas respiratórios, febre, dor de cabeça, e, em casos graves, inflamação no coração.

Já a toxina da bactéria causadora do tétano afeta os músculos provocando espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas, principalmente se não for tratada cedo.

Nesses casos pode haver parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, levando a morte. Uma das formas mais conhecidas de contágio é através de cortes com metais enferrujados.

Essa vacina é tomada em três doses, com intervalo de dois meses, normalmente na infância. Depois disso, deve ser tomado um reforço a cada dez anos para manter a eficácia da imunidade.

Vacina Tríplice-viral – para sarampo, caxumba e rubéola
O sarampo é causado por vírus transmitido por via respiratória e provoca manchas vermelhas no corpo. Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, abaixo de 0,2% dos casos. Já nos adultos, a doença é pouco observada.

Um dos sintomas mais conhecidos da caxumba, que também é transmitida por via respiratória, é o pescoço inchado. Apesar de mais comum na infância, na idade adulta a caxumba tem sintomas mais graves, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.

Já a rubéola, é mais perigosa para gestantes, pois pode provocar a síndrome da rubéola congênita, causando má formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. O bebê pode ter surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.

Adultos que não tomaram as duas doses imunizadoras na infância e tiverem nascido depois de 1960, devem tomar a tríplice-viral. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente. Mulheres que queiram ter filhos e não foram imunizadas ou não tiveram a doença, devem tomar a vacina um mês antes de engravidar.

Vacina contra a hepatite B
A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Isso, entretanto não é motivo para não se precaver, já que a hepatite pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. Ela pode também, causar câncer no fígado.

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco, como pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, bombeiros, etc. Fora dessas situações, qualquer adulto pode tomá-la em clínicas particulares.

Pneumo 23 – Pneumonia
O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, ataca pessoas de várias idades, principalmente acima de 60 anos. Os sintomas da pneumonia são: febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro.

Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração, fazem parte do grupo de risco e devem tomar essa vacina sempre que houver campanha de vacinação.

Para tomá-la é preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, já que a vacina não está disponível nos postos de saúde.

Vacina contra a febre amarela
Transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue, o Aedes aegypt, a febre amarela provoca febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias, podendo levar à morte.

Devido à gravidade da doença, a vacina é indicada a todas as pessoas que moram em locais de risco e deve ser tomada a cada dez anos, durante toda a vida. Quem viaja para esses lugares também precisa ser vacinado, pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Vacina contra a influenza (gripe)
A gripe é transmitida por via respiratória e provoca dores musculares e febre alta. Pessoas com mais de 60 anos fazem parte do grupo de risco e podem tomar a vacina nos postos de saúde. Já os mais jovens devem procurá-la em clínicas particulares.

Moody’s ameaça rebaixar nota da França

Revisão negativa poderá acontecer caso o país não avance em reformas fiscais e econômicas fundamentais
Em nota divulgada nesta segunda-feira, 17, a agência de classificação de risco Moody’s emitiu um alerta à França de que, dentro de três meses, poderá colocar em revisão a nota máxima da dívida soberana do país, o “AAA”.

De acordo com a agência, a nota poderá ser revisada para baixo caso a França não avance em reformas fiscais e econômicas fundamentais.

‘Esforços’ para manter a nota
“A deterioração da dívida e o potencial para que maiores passivos surjam estão exercendo pressão sobre o panorama estável de classificação da dívida AAA do governo”, alerta o comunicado da Moody’s.

O governo da França reagiu afirmando que fará “todos os esforços” para manter sua nota máxima. “É uma condição necessária para proteger o nosso modelo social. Faremos todos os esforços para não termos uma desclassificação”, declarou o ministro francês da Economia e Finanças, François Baroin, em entrevista ao canal televisivo France 2.

domingo, 18 de setembro de 2011

Como salvar o euro?

A cise do euro se tornou tão grave, tão ameaçadora, tão incontrolável que mesmo discussões sobre resgates servem apenas para aumentar o pânico crescente. Investidores já perceberam que os líderes europeus parecem sempre pouco dispostos a fazer o suficiente para reverter esse cenário. No entanto, a menos que os políticos se apressem em dizer ao mundo que seu desejo de preservar o euro é maior que a habilidade dos mercados de apostar contra eles, a moeda está fadada ao fracasso. Enquanto as linhas de crédito continuam a criar problemas, e forasteiros imploram por uma ação mais dura, não é apenas o euro que corre risco, mas o futuro da União Europeia e a saúde da economia mundial.

Os custos para solucionar esse problema serão altos. Poucos querem uma vasta intervenção nos mercados financeiros ou uma grande mudança na soberania nacional para a Europa. Ninguém também parece querer uma divisão ainda maior entre os 17 países da zona do euro e os dez países restantes da União Europeia. O problema é que as alternativas são muito piores. Essa é a dura verdade que a chanceler alemã Angela Merkel precisa urgentemente explicar a seu povo.

O fracasso da austeridade

Um resgate deve fazer quatro coisas rapidamente. Primeiro, deve deixar claro quais dos governos da Europa são pouco líquidos e quais são incapazes de pagar suas dívidas, dando respaldo ilimitado aos governos capazes, mas reestruturando a dívida daqueles que nunca serão capazes de pagá-la. Em segundo lugar, deve reforçar os bancos europeus para garantir que eles serão capazes de aguentar uma moratória. Em terceiro lugar, o resgate precisa mudar a política macroeconômica da sua obsessão com cortes de gastos, visando uma meta de crescimento. Por fim, deve dar início ao processo de elaborar um novo sistema para evitar que cenários como esse voltem a se desenvolver.

A quarta parte levará tempo. Ela envolve novos tratados e provações dos parlamentos. Outros devem ser decisivos e rápidos e manter a meta clara de que governos europeus e o Banco Central Europeu ajam juntos para dar um fim ao círculo vicioso de pânico no qual as fraquezas das finanças governamentais, a fragilidade dos bancos e as preocupações com o baixo crescimento se alimentem uns dos outros.

Ao invés de austeridade e fingimento, um sistema de resgate confiável deveria começar com o crescimento e com uma séria reestruturação das dívidas. A Europa precisa fazer um julgamento honesto sobre de que lado seus países estão. A Grécia, que claramente é incapaz de arcar com sua dívida, deve ter uma dura, mas metódica desvalorização. O último (e inadequado) plano de resgate da Grécia, deve ser jogado fora e reescrito. Mas todos os outros membros da zona do euro ( e isso inclui Portugal) devem ser defendidos com um gigantesco poder de fogo financeiro. Todas as economias em perigo, capazes ou não de pagar as dívidas, precisam de programas renovados de reformas estruturais e liberalização. Libertando serviços e profissões, privatizando companhias, cortando a burocracia e adiando a aposentadoria, a Europa criará condições para o crescimento renovado – e essa é a melhor maneira de cortar dívidas.

E como evitar o contágio? Uma moratória grega ameaçaria vários bancos, não apenas na Grécia: nessa semana os mercados elegeram como alvo os bancos franceses que concentram as dívidas dos países do sul da Europa. Além disso, países com estabilidade financeira precisam de espaço para levar as reformas adiante, o que implicaria em duas reformas simultâneas: um esquema para fortalecer os bancos, o que deve levar meses para ser posto em prática, e uma promessa sólida de apoio aos governos capazes, que deve ser imediata.

A recapitalização dos bancos europeus deve ser baseada em testes (que a essa altura devem envolver a possibilidade de uma moratória grega), e alguns bancos devem ser capazes de levantar dinheiro junto aos mercados, mas os mais vulneráveis ainda dependerão do governo. Países centrais como a Alemanha e a Holanda têm dinheiro suficiente para cuidar de seus bancos, mas governos da periferia podem precisar de fundos da zona do euro. Idealmente, esse dinheiro viria do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF), cuja renovação foi a melhor notícia a surgir do encontro de julho. Mas também faz sentido a criação de um fundo bancário da zona do euro, associado a uma autoridade bancária. No entanto, o BCE poderia ajudar os bancos, oferecendo liquidez ilimitada, que se mantivesse pelo tempo necessário, ao invés dos seis meses concedidos nos dias atuais.

O euro atingiu o ponto em que ninguém conseguirá aquilo que quer, e isso precisa ficar claro para os alemães – mais que para qualquer outro. Nos últimos 18 meses eles apoiaram resgate atrás de resgate, e a as contas aumentaram. Ver o BCE se mantendo atrás de países menos prudentes pode ser incômodo para os alemães; mas deixar que o euro fracasse é muito, muito, pior. É hora de deixar isso claro a seus eleitores, Sra. Merkel.

Os Estados Unidos em um beco sem saída

Quando é que as coisas darão certo para Barack Obama no Oriente Médio? O presidente assumiu o cargo esperando entregar uma solução para o dilema do Estado palestino, e perdeu boa parte de seu poder político ao fracassar. Ele queria colocar os Estados Unidos do lado certo da Primavera Árabe, embora isso significasse se juntar a uma guerra contra um país árabe (Líbia), e fazer vista grossa enquanto outro (Síria) massacrava seus cidadãos. Agora ele está no meio de uma série de brigas entre os melhores amigos dos Estados Unidos no Mediterrâneo, das quais o país parece não ter escapatória.

Há pouco tempo o leste do Mediterrâneo parecia tranquilo sob a patrulha das frotas norte-americanas. Israel, Egito e Turquia eram todos amigos, não apenas dos Estados Unidos, mas uns dos outros. Com o passar dos anos, a amizade entre Israel e Egito esfriou, é verdade, e após os conflitos de Gaza entre Israel e Hamas em 2008, as relações entre Israel e a Turquia também esfriaram. Nos bastidores, no entanto, os governos (e as forças armadas) dos três países pareciam contentes em manter os acordos estratégicos, um triângulo que os legisladores norte-americanos acreditavam que pudesse ser bem-sucedido na complicada geometria do Oriente Médio.

Isso é passado. No dia 10 de setembro, Obama e seu secretário de Defesa, Leon Panetta, se viram em telefonemas frenéticos para o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu e o Marechal Muhammad Hussein Tantawi, presidente do conselho de governo do Egito, tentando salvar a equipe israelense no Cairo da fúria de populares que invadiam o prédio da embaixada. Soldados egípcios conseguiram garantir a segurança dos israelenses, mas a imagem do embaixador fugindo das garras da Primavera Árabe para a segurança de Jerusalém foi um sinal do que o despertar democrático do mundo árabe pode significar para as relações entre Egito e Israel, cujo tratado de paz foi o maior feito da gestão de Jimmy Carter e definiu as bases da diplomacia árabe-israelense que se manteve por 30 anos.

Mal-estar entre vizinhos

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos lutam, sem sucesso para reparar a cisão entre Israel e Turquia decorrente do incidente no qual forças israelenses mataram oito turcos em um barco que seguia rumo à Faixa de Gaza, violando o bloqueio naval israelense, em maio do ano passado. Depois que os parceiros de coalizão de Netanyahu se recusaram a permitir que ele se desculpasse formalmente, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, deu a entender que navios de guerra poderão escoltar embarcações turcas que sigam rumo à Faixa de Gaza.

Assim como acontece no caso das tensões entre Israel e o Egito, o conflito entre Israel e Turquia deixa os Estados Unidos completamente desorientados no meio da disputa. A Turquia é uma parceira da Otan; Israel é um amigo especial. Obama e os norte-americanos adorariam ver seus aliados trabalhando juntos, mas isso não acontecerá tão cedo. O relatório da ONU que classifica o bloqueio naval israelense como legal, elimina qualquer chance de um pedido de desculpas por parte de Netanyahu. Erdogan, por sua vez, tem visitado os países afetados pela Primavera Árabe, e levado as multidões ao delírio com discursos beligerantes contra Israel.

Após o ataque contra o barco, Erdogan também desenvolveu planos de tornar a Turquia a defensora número um dos palestinos, apoiando o pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU nesse mês. Os norte-americanos, principais promotores do interminável processo de paz, estão incomodados com essa ideia. Por mais que defenda a criação de um Estado palestino, Obama não enxerga a possibilidade de fazer isso via ONU, sem acordos bilaterais. Para piorar, os amigos de Israel no Congresso norte-americano estão cogitando retaliações, como corte de auxílios financeiros. A cooperação na segurança da Cisjordânia pode ruir, criando uma nova intifada. Obama certamente vetará a criação do Estado palestino se a discussão chegar ao Conselho de Segurança. Isso lhe dará as credenciais pró-Israel necessária para se aproximar de sua reeleição no ano que vem, mas destruirá seus esforços para melhorar as relações dos Estados Unidos com o mundo árabe. Se os israelenses – que agora são vítimas de uma nova onda de ódio por parte do mundo árabe – estão pagando a chamada “taxa Netanyahu”, graças à intransigência de seu primeiro-ministro para com os palestinos, os norte-americanos também estão pagando uma taxa cada vez mais cara por sua amizade com Israel.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Brics vão discutir como ajudar UE a sair da crise, diz Mantega

O ministro da Fazenda Guido Mantega declarou nesta terça-feira, 13, que o Brasil irá discutir com outros países emergentes formas de ajudar a Europa a sair da atual crise da dívida. O encontro acontecerá em Washington na semana que vem nos bastidores da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Nós, dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) iremos nos reunir semana que vem em Washington para discutir como fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação”, afirmou Mantega a jornalistas.

Ontem, em discurso ao núcleo do governo, Mantega exortou nações europeias em melhores condições fiscais a ajudarem os países em dificuldades, citando especificamente França, Alemanha e Holanda, que mantém mercados mais ativos e estáveis. A crise, que atingiu Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália, ameaça a zona do euro. Segundo Sergio Marchionne, presidente-executivo da Fiat, os mercados estrangeiros estão um pouco descrentes na superação da crise da dívida.

A forma como as economias emergentes do Brics administraram a crise se destacou, por isso uma possível medida a ser discutida na reunião em Washington seja a compra de títulos em euros pelas reservas internacionais desses países. A Rússia já demonstrou interesse na medida, que permitiria a diversificação da sua carteira de ativos. A China, por sua vez declarou que continuará a investir no mercado europeu. A porta-voz do ministério do Exterior chinês, Jiang Yu, ressaltou nesta terça-feira, 13, a importância da solução da dívida da Europa para o desenvolvimento da economia global.

“Apoiamos os esforços dos países europeus para lidar com a crise da dívida e acreditamos que vamos ampliar a coordenação e tomar medidas coletivas para tratar apropriadamente as questões relacionadas”, afirmou Jiang Yu.

Desvios de verbas na Saúde somam R$ 2,3 bilhões em nove anos

O governo federal contabilizou um orçamento paralelo de R$ 2,3 bilhões nos últimos nove anos. A verba deveria ser usada na cura e prevenção de doenças, mas acabou sendo desviada. Esse é o montante de dinheiro desviado da Saúde, segundo constatação de Tomadas de Contas Especiais (TCEs) encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), entre janeiro de 2002 e 30 de junho de 2011.

O setor da saúde responde por um terço (32,38%) dos recursos federais que se perderam no caminho, considerando 24 ministérios e a Presidência. Ao todo, a União perdeu R$ 6,89 bilhões em desvios.

Os números refletem as 3.205 fraudes ou outras irregularidades identificadas pelo Ministério da Saúde e Controladoria Geral da União (CGU). Para o Ministério Público Federal (MPF), recuperar esse montante é tarefa difícil. Mais Na maioria dos casos, são prefeitos, secretários de Saúde ou donos de clínicas e hospitais que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) que embolsam estas quantias desviadas.

A procuradora Eliana Torelly, da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, avalia que é difícil punir porque os processos, tanto administrativos quanto judiciais, demoram a encerrar. Em 2004, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) levantou um mar de desvios em Paço do Lumiar (MA), município de cem mil habitantes na Região Metropolitana de São Luís (MA). O processo aponta saques milionários da conta da Saúde, entre 2001 e 2003, que jamais se reverteram em ações à população. Só em 2010, o processo administrativo chegou ao TCU. Em valores corrigidos em 2010, a fraude soma R$ 27.927.295,70.

“A probabilidade de recuperar o dinheiro é muito baixa”, diz Eliana.

Ministro usou dinheiro público para pagar governanta

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira, 13, revelou que o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), pagou o salário da sua governanta com dinheiro público durante sete anos, entre 2003 e 2010.

De acordo com o jornal, a empregada Doralice Bento de Souza foi nomeada por Novais secretária parlamentar na Câmara, mas trabalhava em seu apartamento em Brasília, enquanto o atual ministro era deputado federal pelo PMDB do Maranhão. O salário mensal de Doralice seria entre R$ 1.142 e R$ 2.284.

‘Apoio administrativo’
Quando Novais assumiu a chefia do ministério do Turismo, em janeiro, Doralice foi exonerada do cargo de secretária parlamentar e contratada pela empresa Visão, Administração e Serviços, que recebe anualmente R$ 1,5 milhão da pasta para fornecer mão-de-obra.

A assessoria do ministro confirmou que Doralice trabalhou até dezembro do ano passado no gabinete de Novais como secretária parlamentar, e que sua função era dar “apoio administrativo ao deputado e outros funcionários”.

Mulher do ministro usa funcionário da Câmara como motorista

Um dia após a denúncia de que o Ministro do Turismo, Pedro Novais, usou dinheiro público para pagar o salário de sua governanta enquanto era deputado federal, uma nova reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada nesta quarta-feira, 14, revela que a mulher do ministro usa um servidor público como motorista particular.

De acordo com o jornal, o funcionário da Câmara dos Deputados Adão dos Santos Pereira fica à disposição de Maria Helena de Melo, mulher de Pedro Novais, que é funcionária pública aposentada. Ele foi flagrado pela reportagem nas últimas duas semanas fazendo compras em supermercados para o ministro e transportando sua mulher.

Ministro terá que dar explicações
O jornal informou ainda que Pereira foi contratado pelo gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) em julho de 2010, embora nunca tenha trabalhado lá. Pereira foi exonerado nesta terça-feira, 13, após o deputado ter conhecimento da reportagem que estava sendo produzida. O funcionário recebia entre R$ 901,61 e R$ 1.803,22.

A notícia do pagamento irregular do salário da governanta de Pedro Novais gerou polêmica. A ministra Ideli Salvatti disse que o ministro deve prestar esclarecimentos sobre o caso. O Ministério Público Federal do DF também vai analisar a situação.

Moody’s rebaixa nota de dois dos principais bancos franceses

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta quarta-feira, 14, a nota de dois dos principais bancos franceses, o Crédit Agricole e o Société Générale, por causa de sua exposição à dívida da Grécia.

Enquanto a classificação do Crédit Agricole foi rebaixada de Aa1 para Aa2, a nota do Société Générale foi rebaixada de Aa2 para Aa3. Um outro banco francês, o BPN Paribas, teve sua nota Aa2 mantida, mas está em revisão para rebaixamento.

A Moody’s informou por meio de um comunicado que pretende ampliar sua análise dos três bancos e que ela poderá resultar em mais cortes nas notas das instituições.

‘Investimento de alta qualidade’
Embora as notas dos bancos Crédit Agricole e Société Générale tenham sido reduzidas, elas continuam sendo consideradas boas e as instituições seguem na categoria que a Moody’s considera “investimento de alta qualidade”.

O rebaixamento dos bancos franceses pela agência Moody’s é mais uma notícia ruim para a economia europeia, que busca salvar o euro das crises da dívida nos países mais periféricos do bloco.

É hora de admitir que o euro fracassou

Um grande editor certa vez disse que as grandes notícias não surgem, elas vazam. O fim do euro – a moeda de 17 dos 27 países da União Europeia – é uma dessas histórias. E cada vez que ela vaza, o mercado de ações dos Estados Unidos cai. O colapso do euro, de uma maneira ou de outra, é inevitável, e quando ele vier, bancos ao redor do mundo sofrerão um abalo e mercados de ações despencarão. Investidores espertos devem estar preparados para saber tirar proveito desse cenário.

Na última semana, uma nova série de rumores de uma moratória grega surgiu, e o principal membro alemão do Banco Central Europeu inexplicavelmente se demitiu. Como consequência, a Dow Jones terminou a semana mais de 600 pontos abaixo do nível registrado oito dias antes, quando a situação da Grécia parecia momentaneamente melhor.

Acadêmicos, jornalistas e mesmo membros do governo propuseram uma infinidade de planos para salvar o euro – novas instituições financeiras europeias, títulos europeus bancados coletivamente por todos os países, e até mesmo os Estados Unidos da Europa. Mas está claro que tais planos de salvação não encontrarão apoio político nos dias de hoje. O fim do euro provavelmente será extremamente doloroso, mas as alternativas se mostram ainda piores.

Para entender o porquê disso, é necessário entender porque os países europeus adotaram o euro. Deixando de lado promessas de solidariedade e todo o discurso sobre uma Europa única e livre, o euro surgiu porque ajudou a cuidar das necessidades de vários países. Sim, uma moeda comum facilitou o comércio e eliminou custos desnecessários de transações. E sim, o euro foi parte de uma tendência admirável que apontava para a interdependência, a cooperação e a liberdade de movimentação na Europa. Mas acima de tudo, o euro era uma maneira de resolver problemas práticos.

Países como Portugal, Irlanda e Grécia, por exemplo, puderam pegar enormes quantias de dinheiro emprestadas a juros baixos para financiar seu desenvolvimento. A França conseguiu preservar seu sistema altamente centralizado impondo a burocracia a seus rivais econômicos. A Alemanha parece ser o bom vizinho, tendo aberto mão de seu forte marco em nome da unidade continental e depois tendo que arcar com uma porção desproporcional dos custos quando tudo deu errado. Mas o país foi motivado pela lógica econômica. A Alemanha e outros países do norte da Europa, como a Holanda, são enormes exportadores. Para eles, a manutenção dos baixos índices de desemprego exige exportações sólidas, o que se torna difícil se suas moedas se valorizam. Na semana passada a Suíça se viu obrigada a estabelecer um teto no valor do franco suíço porque produtos suíços estavam se tornando muito caros para os estrangeiros.


A brilhante solução alemã foi se aliar às economias mais fracas por meio do euro, impedindo que a moeda se valorizasse demais. Na prática, a Alemanha estava subsidiando consumidores italianos, espanhóis e gregos para que comprassem produtos alemães caros, evitando reduções na manufatura alemã. Isso fez muito sentido enquanto o custo de elevar as economias mais fracas não era tão alto. Mas agora a Alemanha se vê frente a frente com a possibilidade de enormes e infinitos pagamentos que superam em muito os benefícios econômicos.

Enquanto isso, outros países da zona do euro também começam a sentir que o euro deixou de ser uma bênção e passou a ser um fardo, mas por razões diferentes. A Grécia e a Itália estão sendo obrigadas a fazer duros cortes. A França e a Alemanha chegaram a sugerir que os 17 países da zona do euro adotassem emendas de equilíbrio orçamentário – uma ideia descrita como insana ou fanática nos Estados Unidos, quando proposta pelo Tea Party.

A verdade é que, no momento atual, nem os fortes nem os fracos se beneficiam com o euro. Mas separações são difíceis, e quatro cenários são possíveis, um deles mais provável que os outros:

1 – A política atual simplesmente continua. Isso acontecerá num curto prazo, é claro, mas não poderá se manter por muito tempo. Quando a dívida atingir um certo nível, ela se tornará incapaz de ser paga. A Grécia provavelmente já atingiu esse estágio, e a Espanha e a Itália parecem caminhar para lá. A Alemanha reclama dos resgates financeiros, e em algum momento será incapaz de financiá-los, independentemente de sua vontade.

2 – Um sistema financeiro europeu é criado. A unificação é a única solução de longo prazo que garantiria a sobrevivência da zona do euro. Mas isso significaria que países como a Grécia, a Itália e a Espanha teriam que obedecer a Alemanha em termos financeiros. E isso também obrigaria países como a França a fazer com que suas identidades nacionais desaparecessem sob um superestado europeu. A Alemanha se dispôs a gastar dinheiro quase sem limites para incorporar a Alemanha Oriental após a reunificação. Mas outras lealdades locais na Europa ainda são mais fortes que qualquer identidade continental. Essa possibilidade é bastante improvável.

3 – Os países fortes expulsam a Grécia e outros países fracos da zona do euro. Esse é o cenário mais provável. Nele, os países mais fortes da zona do euro resgatam os mais fracos e exigem cortes de gastos até que a resistência de um lado ou de outra força uma moratória. Nesse caso, os países endividados seriam expulsos da zona do euro. Esse cenário produziria uma série de problemas. O país endividado teria problemas de crédito e, portanto, custos de empréstimos mais altos, por uma década. E como suas dívidas são em euros, haveria pouco alívio. Os países ricos da Europa arcariam com boa parte do fardo financeiro, seja pagando os custos de uma reestruturação ou resgatando bancos por todo o continente que mantivessem a dívida. Por pior que isso possa soar, esse continua sendo o cenário mais provável, porque é o que exige menos liderança, e de fato, a Alemanha já se prepara para essa situação.

4 – A Alemanha e outros países fortes deixam a zona do euro. Esse não é um cenário provável, mas sem dúvida seria a melhor solução para todos os envolvidos. Alemanha, Holanda e um par de outros exportadores financeiramente fortes poderiam deixar a zona do euro de maneira unilateral e criar sua nova moeda. O euro iria se desvalorizar, tornando os países que permanecessem na zona do euro mais competitivos, e reduzindo o valor de suas dívidas nacionais, criando um alívio econômico quase que imediato. Essa solução foi apresentada há dois anos por Ambrose Evans-Pritchard, mas ainda não é discutida por políticos europeus. A ideia de uma Alemanha financeiramente dominante, cercada por satélites é considerada perturbadora por razões históricas. Em uma versão mais sutil dessa estratégia, a Polônia, a Eslováquia e a República Tcheca poderiam ser incluídas para segurar a valorização da nova moeda. Se a Alemanha será responsável pelo resgate econômico de alguém, que seja de países que garantem contratos baratos à indústria alemã. É só evitar que a nova moeda se chame Deutsches Reich.

É importante notar que um sistema financeiro unificado na Europa poderia procrastinar a crise do euro indefinidamente, e essa está longe de ser a melhor solução. Todas as outras soluções levariam a uma moratória, e custos que cairiam sobre os bancos, cujas ações despencariam ainda que eles fossem resgatados. Já para os especuladores há uma possibilidade de aproveitar o colapso, como com a venda de ações de bancos. Mas para a maioria dos investidores individuais não há muito a fazer senão guardar dinheiro.

As oportunidades de investimento surgirão de compras realizadas após uma moratória ou alguma nova crise. É bastante provável que algo termine dando errado, e quando isso acontecer, todos saberão. Se as ações norte-americanas despencarem – lembre-se do que aconteceu com a Dow durante as vendas de 2009 – vários estarão cogitando comprá-las, entre eles a Chevron e a Exxon, se o preço do petróleo cair mais graças aos temores de uma nova recessão global.