domingo, 13 de novembro de 2011

Itália corre sérios riscos de afundar na crise econômica

The Economist
Desde que a crise do euro começou há quase dois anos, o medo comum na União Europeia era de que a Itália, considerada grande demais para ser financeiramente resgatada, afundasse. Havia também a esperança de que o tamanho da Itália pudesse ajudar a salvá-la. Se os investidores fugissem dos títulos italianos, haveriam poucos mercados restantes onde eles poderiam deixar seus euros e colher lucros decentes (o pequeno mercado de ações da Alemanha não poderia acomodar todos eles sem que os rendimentos despencassem). Investidores apavorados correm para o grande e líquido mercado do Tesouro norte-americano, apesar dos temores em relação às finanças públicas dos Estados Unidos. Essa lógica de segurança nos números também deve manter a Itália longe de problemas.

Ainda há esperança: os títulos italianos se tornaram uma vergonha para os bancos, que agora correm para se livrar deles. Seu rendimento de dez anos ultrapassou 7% e, uma vez o rendimento na zona do euro atinja esses níveis, eles deverão sair de controle.

Para alguns, essa é uma prova de que a Itália e uma Grécia aumentada: um país com uma dívida muito grande para ser suportada, e, ao contrário da Grécia, também muito grande para que outros países ajudem. As dívidas públicas em ambos os países são, há muito tempo, maiores que seu PIB anual. Ambos sofrem de uma rigidez paralisante em suas economias. Mas há grandes diferenças nas finanças italianas e enorme potencial em sua economia, o que significa que ela continuaria capaz de pagar suas dívidas se seus custos de empréstimo tivessem um limite próximo de 6%.

Comecemos com as finanças. Uma das razões pelas quais os mercados eventualmente rejeitaram Grécia, Portugal e Irlanda, foi a incerteza quanto ao valores de aumento da dívida. Todos os três tinham déficits orçamentários enormes e lutavam para manter a economia nos trilhos, enquanto, ao mesmo tempo cortavam gastos e aumentavam impostos. A dívida pública da Grécia estava prevista para chegar a 190% do PIB antes que credores do setor privado concordassem em pagar mais do que deviam. Já dívida pública italiana, deve se estabilizar por volta dos 120% do PIB em 2012. Seu governo terá um superávit primário em 2011, e um déficit geral abaixo de 4% do PIB, e menor que a média da zona do euro

A Itália ainda mantém algumas das principais marcas e empresas do planeta, e a exportação pode ser estimulada. Não entanto o número de empresas para isso ainda não é suficiente. A onipresença das empresas familiares está ligada às rígidas regulações italianas, e os problemas na coleção de impostos. Empresas menores ficam abaixo dos limites regulatórios, e são cada vez menos ligadas à economias formal. Se a Itália quer resolver sua enorme dívida pública, precisa urgentemente criar um ambiente no qual os grande negócios possam prosperar.

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