terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vinte sinais de colapso financeiro iminente na Europa

Estamos à beira de um colapso financeiro de enormes proporções na Europa.
Rumores de uma situação de incumprimento iminente por parte da Grécia circulam por tudo o que é sítio e já há representantes do Governo grego a admitir abertamente que estão a ficar sem dinheiro. Sem mais fundos de resgate, é absolutamente certo que em breve a Grécia deixará de pagar as suas dívidas. Mas os representantes alemães ameaçam com a retenção de mais pagamentos de resgate até os gregos “fazerem aquilo que concordaram fazer”. A atitude na Alemanha é que chegou a altura de os gregos pagarem o preço de se terem endividado tanto. Os representantes do Governo grego estão a ficar frustrados porque quanto mais medidas de austeridade aplicam, mais a sua economia recua. À medida que a economia recua, o mesmo acontece aos pagamentos de impostos e o défice orçamental fica ainda maior. Entretanto, hordas de cidadãos gregos enfurecidos protestam violentamente nas ruas. Se a Alemanha permitir que a Grécia entre numa situação de incumprimento, isso irá iniciar a queda de dominós financeiros em todo o mundo e será um sinal para os mercados financeiros de que existe uma possibilidade muito real de se permitir que Portugal, a Itália e a Espanha entrem também em incumprimento. Escusado será dizer que, nessa altura, ficaria instalada a confusão.
Porque é então a Grécia tão importante?
Bem, há duas razões pelas quais a Grécia é tão importante.
Em primeiro lugar, os grandes bancos em toda a Europa têm um grande investimento na dívida grega. Uma vez que muitos desses bancos também estão fortemente alavancados, se forem forçados a assumir grandes prejuízos com a dívida grega, muitos deles poderão ser aniquilados.
Em segundo lugar, se a Grécia entrar em incumprimento, os mercados percebem que Portugal, a Itália e a Espanha provavelmente também não serão resgatados. De repente, tornar-se-ia muitíssimo mais caro para esses países contraírem empréstimos, o que iria agravar imenso os seus já enormes problemas de endividamento.
Se a Itália ou a Espanha caíssem, grandes bancos em todo o mundo seriam aniquilados.
Paul Krugman, do New York Times, resumiu recentemente a escala do problema que o sistema financeiro mundial actualmente enfrenta….
A turbulência financeira na Europa deixou de ser um problema das pequenas economias periféricas, como a Grécia. O que está actualmente em curso é um ataque em grande escala dos mercados às economias muito maiores da Espanha e da Itália. Nesta altura, os países em crise representam cerca de um terço do PIB da zona euro, pelo que a a própria divisa europeia única está com a existência ameaçada.
A maioria dos americanos não perde muito tempo a pensar sobre a situação financeira da Europa.
Mas devia.
Neste preciso momento, a economia dos Estados Unidos faz um tremendo esforço para se manter fora de outra recessão. Se a Europa sofrer uma derrocada financeira, não existe nenhuma maneira de os Estados Unidos conseguirem evitar outra recessão económica grave.
Se acham que as coisas estão más agora, esperem só. Depois da próxima grande crise financeira, aquilo por que estamos actualmente a passar vai parecer um piquenique de domingo.
Seguem-se 20 sinais de colapso financeiro iminente na Europa….
N.º 1 A taxa de juro (yield) das obrigações gregas a 2 anos é actualmente superior a 60%. A taxa de juro das obrigações gregas a 1 ano é actualmente superior a 110%. Basicamente, os mercados financeiros mundiais estão agora plenamente convencidos de que a Grécia vai entrar em incumprimento.
N.º 2 As acções dos bancos europeus estão hoje, mais uma vez, verdadeiramente de rastos. É o que vem a acontecer, repetidamente, nas últimas semanas. Aquilo a que estamos a assistir agora é uma tendência clara. Tal como em 2008, as acções bancárias mais importantes lideram o caminho da derrocada financeira.
N.º 3 O Governo alemão está actualmente a fazer preparativos para resgatar os principais bancos alemães quando a Grécia entrar em incumprimento. Segundo se diz, o Governo alemão está a dizer aos bancos e às instituições financeiras para se prepararem para um corte de 50% nas obrigações da dívida grega.
N.º 4 Com muitos milhares de cidadãos enfurecidos a protestar nas ruas, o Governo grego parece estar hesitante em implementar plenamente as medidas de austeridade que lhe estão a ser exigidas. Mas se a Grécia não fizer aquilo que lhe dizem para fazer, a Alemanha pode reter a ajuda futura. Segundo Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças da Alemanha, a Grécia encontra-se agora “sobre o fio da navalha”.
N.º 5 A Alemanha está a assumir uma posição cada vez mais dura para com a Grécia e, neste momento, os gregos estão a sentir-se muito empurrados pelos alemães. Ambrose Evans-Pritchard chamou a atenção para este facto de forma muito eloquente num recente artigo para o Telegraph….
O comissário europeu alemão Günther Oettinger afirmou que a Europa devia enviar capacetes azuis para assumirem o controlo da cobrança de impostos grega e liquidarem os activos do Estado. É bom que estejam bem armados. Os títulos da imprensa grega têm sido “Capitulação incondicional” e “Aterrorizando os gregos”, chegando mesmo a falar em “Quarto Reich”.
N.º 6 Todos sabem que a Grécia não pode, simplesmente, durar muito mais tempo sem resgates contínuos. John Mauldin explicou o porquê desta situação num artigo recente….
Trata-se de aritmética escolar elementar. O rácio da dívida em relação ao PIB na Grécia encontra-se actualmente nos 140%. Estará próximo dos 180% no final do ano (admitindo que alguém lhes dará o dinheiro). O défice está acima de 15%. Eles não podem, pura e simplesmente, pagar os juros. As verdadeiras taxas de juro do mercado (não subsidiadas pela zona euro) sobre a dívida grega de curto prazo estão próximas dos 100%, pelo que leio nos jornais. A sua dívida de longo prazo não pode, simplesmente, voltar a ser financiada sem resgates da zona euro.
N.º 7 As medidas de austeridade que já foram aplicadas estão a fazer a economia grega recuar rapidamente. O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, anunciou que o Governo grego prevê actualmente um recuo de 5,3% da economia em 2011.
N.º 8 O vice-ministro das Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, afirma que a Grécia só tem numerário suficiente para continuar a funcionar até ao próximo mês.
N.º 9 Importantes bancos nos Estados Unidos, no Japão e na Europa estão tremendamente expostos à dívida grega. Se fossem forçados a assumir grandes prejuízos com a dívida grega, vários bancos principais que estão muitíssimo alavancados podiam de repente correr o risco de ser aniquilados.
N.º 10 Se a Grécia se afundar, Portugal pode muito bem ser o próximo. Ambrose Evans-Pritchard do Telegraph explica desta forma….
Contudo, empurrar a Grécia pela ribanceira abaixo acarreta o risco de contágio instantâneo a Portugal, que tem níveis mais elevados de endividamento total e um défice da balança de transacções correntes igualmente mau, de cerca de 9% do PIB, e que é também, a longo prazo, incapaz de cumprir as medidas de austeridade ditadas pela Alemanha. A partir daí, a reacção em cadeia para o núcleo central da UEM seria rápida e violenta.
N.º 11 A taxa de juro (yield) das obrigações portuguesas a 2 anos é actualmente superior a 15%. Há um ano, a taxa de juro dessas obrigações era de cerca de 4%.
N.º 12 Portugal, a Irlanda e a Itália têm actualmente rácios da dívida em relação ao PIB muito superiores a 100%.
N.º 13 A Grécia, Portugal, a Irlanda, a Itália e a Espanha, em conjunto, devem ao resto do mundo cerca de 3 biliões de euros.
N.º 14 Em breve, os principais bancos das zonas “saudáveis” da Europa poderão assistir à desvalorização dos seus ratings de crédito. Por exemplo, há rumores persistentes de que a Moody’s está prestes a descer os ratings de crédito de vários importantes bancos franceses.
N.º 15 A maioria dos grandes bancos europeus está completamente alavancada e extremamente exposta à dívida soberana. Antes do seu colapso em 2008, a alavancagem do Lehman Brothers era de 31 para 1 [por cada euro que tinham em depósito, investiam 31]. Hoje em dia, a alavancagem dos principais bancos alemães é de 32 para 1, e esses bancos detêm actualmente uma quantidade enorme de dívida soberana europeia.
N.º 16 O BCE não vai conseguir comprar indefinidamente dívida dos membros da zona euro em dificuldades. O Banco Central Europeu já detém qualquer coisa como 444 mil milhões de euros de dívida dos governos da Grécia, Itália, Portugal, Irlanda e Espanha. Na sexta-feira, o alemão Jurgen Stark demitiu-se do Banco Central Europeu em protesto contra essas compras irreflectidas de obrigações.
N.º 17 De acordo com o centro de estudos Open Europe, com base em Londres, o Banco Central Europeu está actualmente muitíssimo sobrealavancado….
“Se os activos do BCE descessem apenas 4,23% em valor . . . todo o seu capital base seria aniquilado”.
N.º 18 A recente decisão proferida pelo Tribunal Constitucional da Alemanha parece ter posto fora de questão a criação de qualquer mecanismo de resgate “permanente” para a zona euro. Basta repararem na seguinte linguagem da decisão….
“Não serão criados mecanismos permanentes através de tratados, que nos levem a assumirmos responsabilidade pelas decisões de outros Estados, especialmente se elas implicarem consequências incalculáveis”
N.º 19 O economista Nouriel Roubini avisa que sem “um enorme estímulo” por parte dos governos do mundo ocidental, vamos assistir a um colapso financeiro de grandes proporções e vamos dar connosco a mergulhar numa depressão….
“A curto prazo, precisamos de um enorme estímulo; caso contrário, vai haver outra Grande Depressão.”
N.º 20 O ministro da Economia alemão, Philipp Roesler, avisa que não está “fora da mesa” um “incumprimento controlado” para a Grécia….
”Para estabilizar o euro, não devemos tirar nada de cima da mesa no curto prazo. Isso inclui, como cenário mais desfavorável, um incumprimento controlado para a Grécia se estiverem disponíveis os instrumentos necessários para tal.”
Neste momento, a Grécia está presa numa espiral de morte. Quanto mais medidas de austeridade aplica, mais a economia abranda. Quanto mais a economia abranda, mais as receitas fiscais diminuem. Quanto mais as receitas fiscais diminuem, mais se agravam os problemas de endividamento.
A Grécia pode acabar por sair do euro, mas isso só iria agravar muitíssimo os seus problemas económicos e seria também muito prejudicial para o resto da zona euro.
Vários políticos na Europa advogam uns “Estados Unidos da Europa” como a solução definitiva para estes problemas, mas neste momento os cidadãos da zona euro estão, esmagadoramente, contra uma integração económica mais profunda.
Além disso, conceder à UE ainda mais poder, significaria uma perda de soberania nacional ainda maior para os povos da Europa.
O que não seria bom.
Portanto, o que temos agora em mãos é o status quo. Mas a situação actual não pode durar muito mais tempo. A Alemanha está a ficar farta de conceder resgates, e países como a Grécia estão a ficar fartos das medidas de austeridade que lhes estão a ser impostas.
A certa altura, alguma coisa vai estalar. Quando isso suceder, os mercados financeiros mundiais vão responder com uma mistura de pânico e receio. Os mercados de crédito irão congelar porque ninguém será capaz de dizer quem é que é estável e quem é que está à beira do colapso. Os dominós começarão a desmoronar-se e várias importantes instituições financeiras serão aniquiladas. Os governos em todo o mundo terão de determinar quem é que querem resgatar e quem é que não querem resgatar.
Vai ser uma confusão gigantesca.
Durante décadas, os governos do mundo ocidental foram avisados de que se estavam a endividar demais.
Durante décadas, os principais bancos e as grandes instituições financeiras foram avisados de que estavam a tornar-se demasiado alavancados e a assumir demasiados riscos.
Ninguém quis ouvir.
Agora cabe-nos assistir ao desenrolar em câmara lenta de um pesadelo financeiro global.
Vão buscar as pipocas e preparem-se. Vai ser um verdadeiro espectáculo.
http://theeconomiccollapseblog.com/archives/20-signs-of-imminent-financial-collapse-in-europe
FONTE

China também está super endividada

WASHINGTON - Aqui está uma história comovente.
A China está indo à falência mais rápido do que os EUA, de acordo com planejador econômico Kirk Elliott - que está fazendo este ponto, o eixo central de um webinar ao vivo ele está conduzindo para os telespectadores WND hoje às 12:30 Oriental.

Aqui estão alguns fatos chocantes Elliott discute em uma coluna WND hoje em que ele vai expor durante o webinar:

* A dívida da China é de cerca de $ 36000000000000 yuan (ou 5,68 trillion dólares USD). Este número é astronômico, considerando que é apenas um pouco mais de um terço da dívida total dos EUA, mas a diferença entre os EUA ea China é que os EUA renda nacional per capita é $ 47.140, enquanto a renda nacional per capita da China é 4.260 $ - nem sequer um décimo da quantidade EUA. Estar em par com os EUA, a dívida total da China deve ser em torno de $ 1.5 trillion USD, mas é três vezes maior que! Considerando que os EUA têm uma posição de dívida insustentável, China está ridiculamente fora de controle e coloca o país em extremo perigo de um colapso financeiro de proporções épicas.

* China a taxa de juros publicada oficialmente de 6,2 por cento é fabricado. Na realidade, a inflação da China é de 16 por cento. Este é estranhamente similar para os Estados Unidos também. A inflação oficial dos EUA de cerca de 3 por cento é nem perto de estimativas não-oficiais de inflação de 10-13 por cento. O que isso significa para a China? Isto significa que o custo de vida, salários e custo dos produtos vendidos na China terão de subir, e em vez de deflação de exportação, a China será maior exportador de mercadorias com preços, afetando o resto do mundo que compra seus produtos. O mundo está à beira de um ciclo inflacionário, como nunca vimos. Além disso, os bancos centrais ao redor do globo estão imprimindo dinheiro em grande escala para tentar estimular a liquidez e gastos (esta é a definição de inflação!). Adicione a isso uma estrutura de preços em ascensão na China, o maior exportador para o mundo, e nós poderíamos estar se preparando para uma hiperinflação global.
* O excesso de capacidade na economia e do consumo privado é de apenas 30 por cento da atividade econômica. Claro que isto é o caso, como a população da China é extremamente pobre e China é uma nação exportadora. A grande maioria dos seus bens não deve ser o consumo privado. Mas, o que o excesso de capacidade indica é que há uma desaceleração econômica global. Uma vez que o crescimento da China é dependente do resto do mundo compra seus produtos, uma recessão global não é bom presságio para o futuro econômico da China.

* Publicada oficialmente na China o crescimento do PIB de 9 por cento é fabricado. O número real é 10 por cento negativos! Robusto do PIB da China tem sido sempre um sonho, pois o país tem vindo a construir infra-estrutura (ferrovias, rodovias e desenvolvimento imobiliário - incluindo cidades fantasmas). Dado que as despesas pessoais são apenas 30 por cento do PIB da China, cerca de 70 por cento do PIB da China pode ser atribuído a esta enorme build-up. Ele vai secar, como já começou. O regime está prestes a ser exposta, como as pessoas estão começando a despertar para o fato de que o "rei está nu".

* Na China impostos são muito altos. Impostos sobre as empresas chinesas - diretos e indiretos - são 70 por cento do salário. Alíquotas individuais são 81,6 por cento. Não há como a China pode continuar forte com esses altos impostos. Nós pensamos que os nossos impostos foram elevados - porque eles são! Mas nós somos como meninos de escola em comparação com a China. É o grande garoto sobre o bloco de tributação. É só a economia 101 - um país não pode ficar forte ou viável com taxas de imposto tão alto. A população acabará por revolta. Eu realmente acredito que a China está madura para a revolução dado esses números, é só uma questão de tempo. Infelizmente, para os cidadãos chineses, seu braço-forte do governo não vê com bons olhos em qualquer tipo de oposição política ou social.

Elliott conclui: "Há um tsunami econômico prestes a engolir a China, e por causa do tamanho da economia chinesa e sua fabricação vai ter o impacto de um tsunami e será sentida em toda parte Os Estados Unidos vão sentir isso na forma de inflação,pressões que não podemos agora. Periferia ver países poder sentir seu poderio militar ou cower à pressão política que os governos que funcionam fora do dinheiro começam a fazer coisas irracionais do que a China quebrando,(olha para os Estados Unidos ou a Grécia, ou da União Europeia ). "
Fonte: wnd.com

sábado, 26 de novembro de 2011

Dilma e a limpeza da fábrica de corruptos

A presidente Dilma Rousseff parece ter encontrado um enredo já conhecido. Primeiro vêm as acusações de corrupção, depois a indignação dos acusados, mais evidências, equívocos e retratações e assim, finalmente o ministro cai. Desde junho, Dilma perdeu os ministro de Transporte, Agricultura, Turismo e Esportes As principais acusações são de tráfico de influência, desvio de dinheiro, contratos fraudulentos com ONGs e empresas privadas. Agora, os olhares estão voltados para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

A “faxina” de Dilma para remover os ministros corruptos é popular. Nas últimas pesquisas de opinião, o governo teve índice recorde de aprovação. No entanto, o afastamento dos ministros é uma medida superficial para resolver os problemas da política brasileira.

Desde 1985, quando a democracia foi restaurada, todos os presidentes tiveram que formar coalizões variadas para obter a maioria legislativa. No início de novembro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o “sistema” tem desenvolvido um jogo de favorecimento para garantir o controle político.

Os 513 assentos do Congresso estão divididos entre 23 partidos. A coalizão governista de Dilma é composta por dez deles, comandando 360 lugares. Vários de seus membros não têm objetivo definido, a não ser o de enriquecer através do dinheiro público. O que tem a maior quantidade de membros no Congresso é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

De acordo com Sylvio Costa, do site Congresso em Foco, o Brasil tem “uma presidente forte, mas que é incapaz de fazer qualquer coisa sem o apoio do Congresso”. Costa disse ainda que esse apoio “deve ser comprado”.

Em seu primeiro mandato, Lula enfrentou uma crise que quase o derrubou quando a solução de pagar parlamentares pelos seus votos foi descoberta. Com o pagamento por votos descartado, ministérios e outros órgãos governamentais passaram a utilizar a troca de favores como principal moeda política. O resultado foi uma inflação ministerial. O gabinete de Lula subiu de 26 (em 2003) para 37 quando ele deixou o cargo em 2010. Alguns partidos parecem utilizar os ministérios como uma maneira de lucrar. O PCdoB, por exemplo, ocupou o ministério do Esporte desde que Lula tomou posse. Além dos ministérios, cerca de 25 mil postos de trabalho, incluindo diretoria e cargos de chefia em empresas controladas pelo Estado e escritórios dos ministérios regionais, também foram criados.

Segundo documento oficial, 20 mil destes cargos são ocupados por funcionários públicos de carreira e não por oportunistas de partidos. Porém, o cientista político da Universidade de Brasília, David Fleischer, aponta que as duas versões não são mutuamente exclusivas. De acordo com Fleischer, o teste acontece quando um novo partido chega à presidência, como quando Lula tomou posse. Até o final do segundo mandato do ex-presidente, grande parte dos cargos de dirigentes da administração federal e de fundos de pensão estatais foi ocupada por sindicalistas ou membros do partido de Lula (PT).

Dilma Rousseff tem mostrado poucos sinais de interesse em fazer mudanças radicais a este sistema de clientelismo político. A presidente criou uma secretaria com status de ministério – uma nova agência de Aviação Civil – e tem planos para criar uma nova pasta para tratar de assuntos referentes a pequenas empresas. Dilma criou também a Câmara de Gestão de Competitividade, comandada pelo empresário Jorge Gerdau. O órgão tem como objetivo o aumento da eficiência da administração pública e é um forte aliado para a simplificação da burocracia do governo.

No total, o PT criou 18 novas pastas e é improvável que a presidente os reduza. O mais plausível é que Dilma continue com a política adotada pelo seu antecessor, porém, demitindo os que forem acusados de irregularidades. A presidente também tem sido mais cautelosa do que Lula em desembolsar fundos para emendas empurradas pelos legisladores. De acordo com o consultor do Instituto Análise, Alberto Almeida, a repressão ministerial contribuiu para acabar com uma das principais fontes ilegais de arrecadação de dinheiro público por pequenos partidos políticos. Segundo Almeida, esta medida pode, ao longo do tempo, ajudar na consolidação do sistema político.

Políticos insistem que o governo precisa de uma grande base política para poder aprovar legislações importantes — como a lei dos royalties do petróleo — e de impostos e reformas. No entanto, o foco da presidente está na melhoria da educação, saúde, erradicação da pobreza extrema e investimentos em infraestrutura, assuntos que não exigem aprovação do Congresso. Dilma poderia se dar ao luxo de ser mais radical em sua política de limpeza.

Jornal diz que Lupi foi funcionário-fantasma da Câmara

A edição deste sábado, 26, do jornal Folha de S.Paulo traz a denúncia de que o atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário-fantasma da Câmara dos Deputados ao longo de quase seis anos.

A Folha diz que Lupi “ficou pendurado” na folha de pagamento da Câmara, como assessor da liderança do PDT, de dezembro de 2000 a junho de 2006, período no qual, segundo funcionários do partido em Brasília, ele se dedicava exclusivamente aos assuntos da sigla, na condição de vice e presidente pedetista.

Lupi foi nomeado assessor da liderança do PDT na Câmara no dia 13 de dezembro do ano 2000. Em 2002, candidatou-se a senador pelo Rio sem pedir afastamento, o que é ilegal. Ele assumiu a presidência do PDT em junho de 2004, após a morte de Leonel Brizola. Só pediu exoneração da Câmara dois anos depois, em junho de 2006, quando concorreu ao governo do Rio. Lupi foi nomeado ministro do Trabalho em 2007.

Para Merkel e Sarkozy, queda da Itália seria o ‘fim do euro’

Um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 25, pelo governo italiano, revelou que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disseram a Mario Monti, o novo chefe de governo da Itália, que a queda de seu país “provocaria, inevitavelmente, o fim do euro”.

Ainda de acordo com o comunicado, Sarkozy e Merkel, que se reuniram na última quinta-feira, 24, na França, com Mario Monti, “confirmaram seu apoio à Itália”. O presidente francês e a chanceler alemã ressaltaram também que o fim do euro causaria “uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis”.

O objetivo do encontro foi analisar a grave crise econômica que atinge a Europa. Os mercados, entretanto, consideraram a minicúpula decepcionante, uma vez que a Alemanha se manteve contra a compra por parte do Banco Central Europeu de mais dívidas de países da zona do euro ameaçados pela insolvência.

Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão do Pará

A primeira pesquisa feita após o início da campanha em rádio e TV sobre a divisão do Pará em três estados revelou que 61% dos eleitores são contra a criação do estado do Tapajós e 62% são contra a criação do estado do Carajás.

O levantamento, feito pelo Instituto Datafolha, foi divulgado nesta sexta-feira, 25. Na pesquisa anterior, feita no início de novembro, 58% dos eleitores afirmaram ser contra a divisão do Pará. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Plebiscito: 11 de dezembro
A nova pesquisa ouviu 1.015 pessoas entre os dias 21 e 24 de novembro. O apoio à criação dos dois novos estados também diminuiu em relação ao levantamento anterior, quando 33% dos eleitores eram a favor da criação do Tapajós e do Carajás. Agora, esse número caiu para 30% e 31%, respectivamente. As quedas estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O plebiscito está marcado para o dia 11 de dezembro e será restrito aos eleitores do Pará. Caso a divisão seja aprovada, a decisão ainda precisa passar pelo Congresso e pela sanção da presidente Dilma.

Colapso do euro pode acontecer antes do Natal

O euro como moeda pode colapsar ainda antes do Natal se a União Europeia não tomar adequadas medidas anticrise, anunciou o famoso economista francês Jacques Attali, ex-chefe do Banco Europeu da Reconstrução e Desenvolvimento.

É duvidoso que o euro exista depois do Natal. Só há uma chance em duas que a moeda única se mantenha até esse momento, disse Jacques Attali.

De acordo com Attali, para prevenir o colapso do euro é necessário autorizar o Banco Central Europeu a comprar obrigações dos países da zona do euro que estão na crise e privá-los de uma parte da soberania financeira, introduzindo um controle supranacional sobre os respetivos orçamentos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Europa enfrenta pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, diz Merkel, chanceler alemã.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira que a Europa pode estar vivendo o momento mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto os novos líderes de Grécia e Itália correm para formar governos e limitar os danos da crise de dívida da zona do euro. "A Europa está em um dos mais difíceis, talvez o mais difícil momento desde a Segunda Guerra Mundial", declarou Merkel ao seu partido conservador em Leipzig. Ela disse temer que o continente fracasse se o euro falhar e prometeu fazer de tudo para impedir que isso aconteça.
França é apontada como próxima vítima da crise econômica


Papademos inicia gestão do novo Governo grego nesta segunda-feira

Mas no discurso de uma hora feito aos colegas da União Democrata-Cristã (CDU), Merkel não ofereceu novas ideias para resolver a crise, que obrigou Grécia, Irlanda e Portugal a pedir ajuda externa, gerando preocupação sobre a sobrevivência da união monetária de 17 nações. "Se o euro fracassar, então a Europa fracassa, e nós queremos impedir e nós iremos impedir isso. Isso é no que estamos trabalhando, porque é um projeto histórico enorme", disse Merkel.
No drama de Roma, o presidente italiano pediu que o ex-comissário europeu e novo premiê do país, Mario Monti, forme um novo governo para restaurar a confiança do mercado na economia, cuja dívida é grande demais para o bloco do euro resgatar. Enquanto isso, os mercados financeiros mostravam alívio cauteloso com um leilão de bônus do país, que atraiu boa demanda dos investidores. Foram vendidos 3 bilhões de euros em títulos de cinco anos, mas os juros bateram recorde, atingindo 6,29%. Diante da alta dos rendimentos, o Banco Central Europeu (BCE) começou a comprar bônus do governo italiano logo após o leilão.
As nomeações de Monti e de um novo primeiro-ministro na Grécia, Lucas Papademos, foram recebidas com otimismo pelos mercados, mas era difícil apagar uma insegurança tão enraizada.
Obstáculos de Papademos
O premiê Silvio Berlusconi fez um discurso de despedida no domingo, pedindo que o BCE se torne um banco de último recurso para ajudar o euro. "Isso se tornou uma crise para nossa moeda comum, o euro, que não tem o apoio que toda moeda deveria ter", afirmou em uma mensagem por vídeo. Embora os problemas da Itália e a saída de Berlusconi tenham mandado para segundo plano a Grécia, que tem uma economia bem menor, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os líderes europeus manterão Papademos sob pressão para implementar reformas radicais.
Pesquisas de opinião mostram que o premiê tecnocrata tem apoio de três em cada quatro gregos. Mas ele enfrentava seu primeiro protesto nesta segunda-feira, com manifestantes acusando o novo governo de trabalhar de acordo com os interesses dos banqueiros. Inspetores do FMI, do BCE e da União Europeia começam a chegar a Atenas nesta segunda-feira, aumentando a pressão para a Grécia qualificar-se para um segundo programa de resgate, no valor de 130 bilhões de euros, e para uma parcela de empréstimos de 8 bilhões de euros do resgate anterior.
Fonte: Economia no IG

Partido de Merkel dá 1º passo para permitir que países abandonem o euro

Resolução que permite saída precisa ser aceita pelos três partidos que formam a base de apoio do governo de Merkel, e depois ainda pelos membros do bloco
14 de novembro de 2011
Agência Estado
SÃO PAULO – A União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, aprovou uma resolução, durante convenção que acontece em Leipzig, exortando o governo a estabelecer normas na Europa que permitam que um país deixe voluntariamente a zona do euro sem sair da União Europeia.

A resolução afirma que, “se um membro (da zona do euro) for incapaz ou não quiser obedecer permanentemente às normas relacionadas à moeda comum, ele poderá voluntariamente – segundo as normas do Tratado de Lisboa para deixar a União Europeia – deixar a zona do euro sem sair da União Europeia. Ele deverá receber o mesmo status dos países-membros que não têm o euro”.
De acordo com a Bloomberg, agora a resolução precisa ser aceita pelos três partidos que formam a base de apoio do governo de Merkel. Caso isso aconteça, a Alemanha teria então que convencer os outros países da União Europeia a aprovar essas mudanças na forma de organização do bloco.
Durante a convenção do partido, a chanceler refutou as acusações de que abandonou as posições conservadoras de longa data do partido em questões importantes – de política social a energia nuclear e, agora, do novo salário mínimo a pacotes para a zona do euro. “Vivemos um tempo de mudança épica”, disse Merkel. “Nosso compasso político não mudou. Mas o contexto está mudando constantemente.”
Merkel, por sua vez, disse ao partido que políticas de 30 anos atrás não podem dar a resposta adequada aos “mais difíceis momentos da Europa desde a Segunda Guerra”. Ela insistiu que o partido precisa se adaptar aos novos tempos.
Crise e oportunidade
Em discurso de uma hora na convenção de dois dias que foi convocada sob o lema “Pela Europa, pela Alemanha”, Merkel abordou os temas que têm sido reiterados em suas mensagens diárias em Berlim sobre a crise da dívida da zona do euro: que os problemas levarão anos para serem superados e que a crise oferece a oportunidade de se recriar o projeto europeu.
“Precisamos enviar um sinal claro”, disse Merkel aos delegados. “Nós não lamentamos, não nos queixamos. Em vez disso, nós sabemos que temos um trabalho a fazer”, acrescentou.
Recentemente, Merkel começou a apresentar a crise da zona do euro como a oportunidade de sua geração para dar um enorme passo adiante no projeto europeu. Em Leipzig, ela tocou novamente no tema, afirmando que a Europa precisa ter a coragem de mudar o tratado que criou a união monetária europeia e permitir sanções automáticas e duras às violações do tratado. Em meio à crise, a Europa está se aproximando e os europeus estão descobrindo que as decisões tomadas em um país podem ter um enorme impacto no restante da Europa, ela disse.
O ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, reforçou o apelo de Merkel. “Nós precisamos agora construir a união política na Europa que nunca conseguirmos construir nos anos 1990″, disse.
Alguns delegados discordaram da intenção de Merkel de assumir os encargos de outros países europeus. Klaus-Peter Willsch, membro do Parlamento, acusou o governo de Merkel de quebrar a promessa de não salvar transgressores do euro.
“Nós prometemos aos alemães quando abandonamos o marco alemão para adotar o euro que não pagaríamos pelas dívidas de outras nações. Esta promessa foi quebrada, estamos fazendo exatamente o contrário”, disse.
Merkel descartou qualquer introdução dos eurobônus que resultariam em tornar a comunidade europeia como um todo responsável pelas dívidas de outros países. E ela insistiu em que a Europa e outras regiões do mundo precisam colocar suas finanças numa base sustentável.
“Para todo lugar que olhamos vemos comportamentos que não podem prosseguir”, disse Merkel. “Em todos os lugares, as pessoas estão vivendo como se não houvesse amanhã.”
Enquanto muitos delegados mostraram reservas sobre os recursos que a Alemanha deverá destinar ao combate da crise do euro, muitos também apoiam a estratégia de Merkel.
“Merkel reconheceu que a Europa está numa situação difícil, mas, ao mesmo tempo, claramente e com competência traçou o papel do CDU para liderar a Alemanha ao longo da crise europeia”, disse Erika Stahl, membro do CDU.

domingo, 13 de novembro de 2011

Itália corre sérios riscos de afundar na crise econômica

The Economist
Desde que a crise do euro começou há quase dois anos, o medo comum na União Europeia era de que a Itália, considerada grande demais para ser financeiramente resgatada, afundasse. Havia também a esperança de que o tamanho da Itália pudesse ajudar a salvá-la. Se os investidores fugissem dos títulos italianos, haveriam poucos mercados restantes onde eles poderiam deixar seus euros e colher lucros decentes (o pequeno mercado de ações da Alemanha não poderia acomodar todos eles sem que os rendimentos despencassem). Investidores apavorados correm para o grande e líquido mercado do Tesouro norte-americano, apesar dos temores em relação às finanças públicas dos Estados Unidos. Essa lógica de segurança nos números também deve manter a Itália longe de problemas.

Ainda há esperança: os títulos italianos se tornaram uma vergonha para os bancos, que agora correm para se livrar deles. Seu rendimento de dez anos ultrapassou 7% e, uma vez o rendimento na zona do euro atinja esses níveis, eles deverão sair de controle.

Para alguns, essa é uma prova de que a Itália e uma Grécia aumentada: um país com uma dívida muito grande para ser suportada, e, ao contrário da Grécia, também muito grande para que outros países ajudem. As dívidas públicas em ambos os países são, há muito tempo, maiores que seu PIB anual. Ambos sofrem de uma rigidez paralisante em suas economias. Mas há grandes diferenças nas finanças italianas e enorme potencial em sua economia, o que significa que ela continuaria capaz de pagar suas dívidas se seus custos de empréstimo tivessem um limite próximo de 6%.

Comecemos com as finanças. Uma das razões pelas quais os mercados eventualmente rejeitaram Grécia, Portugal e Irlanda, foi a incerteza quanto ao valores de aumento da dívida. Todos os três tinham déficits orçamentários enormes e lutavam para manter a economia nos trilhos, enquanto, ao mesmo tempo cortavam gastos e aumentavam impostos. A dívida pública da Grécia estava prevista para chegar a 190% do PIB antes que credores do setor privado concordassem em pagar mais do que deviam. Já dívida pública italiana, deve se estabilizar por volta dos 120% do PIB em 2012. Seu governo terá um superávit primário em 2011, e um déficit geral abaixo de 4% do PIB, e menor que a média da zona do euro

A Itália ainda mantém algumas das principais marcas e empresas do planeta, e a exportação pode ser estimulada. Não entanto o número de empresas para isso ainda não é suficiente. A onipresença das empresas familiares está ligada às rígidas regulações italianas, e os problemas na coleção de impostos. Empresas menores ficam abaixo dos limites regulatórios, e são cada vez menos ligadas à economias formal. Se a Itália quer resolver sua enorme dívida pública, precisa urgentemente criar um ambiente no qual os grande negócios possam prosperar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mantega alerta que crise se aproxima de emergentes e pede “pressa” à Europa

Brasília, 8 nov (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alertou nesta terça-feira que a crise já bate à porta dos países emergentes e reiterou que a Europa deve resolver com mais rapidez os problemas da Grécia e Itália, pois de outro modo “será pior”.
Na opinião de Mantega, os países europeus continuam trabalhando tardiamente, estão atrasados em relação às necessidades e aos fatos e estão deixando que as coisas se degenerem ao não adotarem alternativas concretas para solucionar a crise financeira.
Em declarações a jornalistas, o ministro considerou que “só agora (a Europa) está resolvendo os problemas da Grécia e já enfrenta o problema da Itália”, onde as dificuldades financeiras pressionam o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Mantega explicou que na última Cúpula do G20, realizada na semana passada em Cannes, os Estados Unidos, os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e todo o mundo pressionaram, mas os europeus têm seus problemas políticos para resolver.
O ministro reiterou que o Brasil e outros Brics estavam e continuam dispostos a colaborar com a resolução da crise mediante contribuições ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas esclareceu que isso dependerá de os europeus cumprirem seus compromissos.
Nesse sentido, avaliou que os países da União Europeia (UE) deveriam “organizar o fundo (de resgate) europeu, utilizar mais o Banco Central Europeu, que não está sendo usado como poderia, e resolver o problema da Grécia”.
No entanto, apontou que “isso não se concretizou” e, por isso, a oferta dos Brics permanece em suspenso.
Além disso, esclareceu que os recursos que seriam fornecidos por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não seriam somente para os membros da UE, mas “para todos os países que fazem parte do FMI e possam necessitar de recursos em caso de um agravamento da crise”, o que em sua opinião está perto.
“Hoje já vemos uma saída de capitais de alguns dos países emergentes”, disse, sem detalhar nenhum deles, e alertou que essas economias, que em uma boa medida sustentam atualmente o movimento econômico mundial, “poderiam precisar do FMI”.
Segundo Mantega, o grande problema é que “a confiança (na Europa) não pôde ser restituída”, pois “a crise não está sendo resolvida satisfatoriamente” e, pelo contrário, “está um pouco pior”.
O ministro brasileiro advertiu que, no caso da Itália, embora se trate de um país “mais sólido” do que a Grécia, “os mercados funcionam com base na expectativa e na desconfiança”, razão pela qual a situação pode se agravar ainda mais nos próximos dias.
“Todos temos que nos preocupar com isso, porque se esta crise chegar a afetar os países emergentes, a situação internacional será pior”, afirmou.

Agora Emergentes estão preocupados em ficarem em Emergência?

Nunca me enganei com o que disse a respeito dessa crise chegar por aqui um dia e ela já está assombrando aqueles que adoram tirar uma casquinha com os problemas alheios e ainda querendo passar uma imagem a qual não tem e jamais terá.
Falo de nosso país ou mais especificamante de nossas autoridades, as economicas e seus piu pius piando pela imprensa afora que o Brasil tem uma economia robusta e saudável, eu nunca acreditei e nunca vou acreditar.
Uma bolha sustentada por financiamentos a se perder de vista, ainda mais quando se trata do povão que por bem luta para adiquirir aquilo que mais lhe apetesse, mas a custa de créditos que se perdem de vista, fora a corrupção vistos em diversos órgãos que a imprensa não se cansa se mostrar.
Eis então que nosso ministro está com medo de que a crise nos atinja?
Bem que ela já está bem encubada por aqui e esperando o momento certo de atacar. Não precisa ficar com medo, pois nosso país pode até emprestar ao FMI o mesmo que tolhe muitas economias. Quem diria que assim fomos tolhidos num passado não muito distante e agora se dar ao falso luxo de emprestar. Faz -me rir! E pelo jeito quero ver se o FMI vai deixar de graça seus juros a ser cobrados em futuros socorros.
A balança muda e só usam o Brasil como o sofá onde se pode sentar confortavelmente quando se espera arrumar a bagunça no quarto vizinho.
Mas quando as goteiras caem e os carunchos comem o safá confortável, esse mesmo pessoal que diz.- Que sofá gostoso, vai de volta para onde está mais confortável. É assim, dão corda e veêm até onde vai a brincadeira é isso que acontecesse com o falso bom momento brasileiro.
Mas o importante é que vai ter Copa, Olimpíadas e o Brasil é o país mais endinheirado do Planeta e pode bancar tudo isso, pois o povo está muito bem obrigado e não sei por que tem que se preocupar com a pressa da Europa em resolver seus problemas, se não chega por aqui. Mas pra quê?
Tudo é festa no país verde de dinheiro e amarelo de problemas.