terça-feira, 18 de outubro de 2011

PIB da China desacelera e cresce 9,1% no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,1% no terceiro trimestre de 2011 com relação ao mesmo período de 2010, informou nesta terça-feira o Birô Nacional de Estatísticas (BNE).

O dado, porém, representa um arrefecimento de quatro décimos na comparação com a alta de 9,5% registrada no segundo trimestre deste ano.

No acumulado de janeiro a setembro, o PIB da segunda maior economia do mundo ascendeu a 32,06 trilhões de yuans (US$ 5,02 trilhões), uma ascensão de 9,4% com relação ao mesmo período do ano anterior.

A economia chinesa prossegue assim sua tendência descendente, já prevista pelo governo comunista, após dois anos de políticas de estímulo para fazer frente à crise financeira global. Pequim fixou para este ano a meta de crescer 8%.

O BNE publicou também outros indicadores econômicos nacionais, como a produção industrial, que entre janeiro e setembro cresceu 14,2% mas demonstrou arrefecimento (na primeira metade do ano o crescimento foi de 14,3%).

Apesar dos problemas que as empresas privadas chinesas estão tendo neste ano pelo receio de muitos bancos a oferecer-lhes créditos (efeito secundário das medidas para conter a forte inflação), estas aumentaram com mais vigor sua produção (16,1%) que as estatais (10,4%).

Já o investimento ascendeu nos nove primeiros meses do ano a 21,22 trilhões de yuans (US$ 3,32 trilhões), o que representa um aumento anualizado de 24,9%, também menor que o da primeira metade de 2011 (25,6%).

O BNE destacou o crescimento dos investimentos no setor imobiliário, que foi de 32% e ascendeu a 4,42 trilhões de yuans (US$ 692,8 bilhões), o que evidencia que a bolha no setor ainda não foi controlada, apesar das medidas de contenção do Governo.

Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo, estas ascenderam a 13,08 trilhões de yuans (US$ 2,05 trilhões), alta de 17%, contra os 16,8% da primeira metade do ano.

O governo chinês procura nos últimos anos estimular o consumo interno para que o crescimento econômico do país dependa progressivamente deste fator econômico, após décadas nas quais os motores da potência asiática foram o investimento e o comércio exterior.

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