sábado, 23 de outubro de 2010

Collor reaparece e pede votos para Dilma em AlagoasSenador decidiu apoiar o pedetista Ronaldo Lessa, que também é o candidato de Lula e da ex-ministra da Casa Civil

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) fez, nesta quarta-feira (20), a sua primeira aparição pública durante a campanha do 2º turno em Alagoas. Depois de ter formalizado aliança com o candidato Ronaldo Lessa (PDT) no último dia 07, o ex-presidente da República ainda não tinha saído às ruas para pedir votos para o adversário do atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que disputa a reeleição. Em discurso, Collor defendeu a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e disse que o Brasil vai continuar ‘mudando e crescendo’ com a eleição da petista para o cargo de presidente da República.

Foto: Janaina Ribeiro, iG Alagoas

Fernando Collor, Ronaldo Lessa e Renan Calheiros declaram votos em Dilma Rousseff

* Dilma: Temos trajetórias diferentes, mas aceito apoio de Collor
* Dilma repete Collor em 1989, diz Serra
* TSE manda Serra suspender vídeo de apoio de Collor a Dilma

Para marcar a sua volta às ruas, Fernando Collor escolheu o seu maior reduto eleitoral em Maceió, o bairro Virgem dos Pobres, construído por ele na época em que governou Alagoas em 1989. Levados por uma multidão, Collor, Lessa, o candidato a vice-governador da coligação do pedetista Joaquim Brito (PT), o vereador Galba Novaes (PRB) - candidato a vice-governador na chapa que foi encabeçada por Collor -, o senador Renan Calheiros (PMDB), deputados eleitos, prefeitos do interior e vereadores da capital mostraram uma oposição reunida.

“Tivemos cerca de 30% dos votos dos alagoanos no 1º turno e o Ronaldo conquistou mais 35%. Isso significa dizer que quase 70% dos eleitores querem mudança e esse governador que aí está não merece ser reconduzido ao cargo", disse. O ex-presidente ainda falou sobre as obras realizadas no Estado. "É verdade que Alagoas está um canteiro de obras, mas todas elas são do governo federal. São serviços realizados graças aos recursos enviados pelo presidente Lula e pela ex-ministra Dilma Rousseff. Por isso, precisamos eleger um governador que represente o Lula e que esteja alinhado com os programas sociais e as políticas públicas desenvolvidas pelo atual governo presidencial. Neste palanque está à força da oposição”, disse Collor.

O petebista também pediu votos para Dilma. “A ex-ministra Dilma precisa ser eleita para que as transformações sigam em frente. É fundamental que ela ganhe para que o Brasil continue gerando mais empregos, continue crescendo a uma taxa de mais de 7%, continue tirando milhões de pessoas da linha de pobreza, para que o brasileiro possa ter mais comida na mesa e para que os jovens possam permanecer recebendo suas bolsas de estudo para se formar e ter qualificação”, defendeu o senador.

PMDB em defesa de Dilma
O senador Renan Calheiros também defendeu a candidatura da ex-ministra da Casa Civil. “Se eleita, será mais fácil para Alagoas se desenvolver, já que o Ronaldo é o candidato da Dilma e tem acesso direto a ela e ao presidente Lula (...) Alagoas não pode continuar nesse mar de preguiça, vamos ganhar a eleição para dinamizar o Estado e oferecer melhor qualidade de vida ao povo. Não devemos permanecer com um governo estadual que dá às costas à Educação e à Segurança Pública”, discursou Calheiros.

Ronaldo Lessa concluiu destacando suas obras. “Eu criei 180 mil novas vagas em 8 anos, o Teotonio diminuiu 40 mil, eu construí 23 novas escolas, o governador não ergueu uma só pedra, eu fiz duas escolas profissionalizantes e duas universidades estaduais, já ele, nenhuma. O governo federal mandou recursos para a construção de 29 novas escolas, o atual governo devolveu o dinheiro. Apenas pelo descaso com a Educação, percebemos que esse tucano quer que o povo continue ignorante. Não interessa a ele e nem à classe que a qual ele pertence (Vilela é usineiro) que a população se eduque. Entretanto, defendemos que é por meio da Educação que um País pode crescer”, afirmou o pedetista.

Por fim, encerrou a fila dos defensores da candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff. “O governo federal já tirou mais de 20 milhões da linha de pobreza e, com a Dilma eleita presidente da República, temos certeza que esse número irá dobrar”, concluiu.

Países emergentes ganham influência e FMI duplica cotas

Por Luciana Lopez e Alan Wheatley

GYEONGJU, Coreia do Sul (Reuters) - As economias emergentes de rápido crescimento terão maior influência no Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo um acordo fechado no sábado e que reflete uma mudança no poder mundial a partir das nações industrializadas.

De acordo com a decisão, mais de seis por cento das fatias de voto no FMI serão passadas a países em desenvolvimento, como a China, que se tornará o terceiro maior integrante do órgão de empréstimos, sediado em Washington e que tem 187 membros.

A Europa entregará dois dos oito ou nove assentos que controla a qualquer momento no Comitê Executivo do FMI, que continuará com 24 membros, segundo um comunicado emitido depois de um encontro de ministros das Finanças do G20.

Como parte de um papel mais global, o G20 também decidiu dobrar as cotas do FMI, que determinam com quanto cada país contribuirá ao FMI e quanto eles podem pegar emprestado.

As cotas atualmente somam cerca de 340 bilhões de dólares. Os membros do FMI pediram a duplicação dessa quantia que, segundo eles, colocaria o fundo "em uma forte posição para evitar ou lidar com potenciais crises nos próximos anos."

O G20 disse que as reformas tornariam a entidade "mais efetiva, confiável e legítima."

As modificações correspondem a uma reforma da ordem econômica mundial estabelecida quando o FMI foi criado, após a Segunda Guerra Mundial, fazendo o diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn descrever o acordo como histórico.

A redução na representação da Europa é menor do que a pretendida pelos Estados Unidos. Contudo, Washington, que tem 17,67 por cento de participação nas cotas do FMI, manterá seu poder de veto nas decisões mais importantes, pois elas continuarão precisando de uma grande maioria, de 85 por cento, para serem aprovadas, disseram autoridades do órgão.

"Era uma reforma esperada há muito tempo e que está realmente mudando o equilíbrio do poder e dando espaço para todas as economias, inclusive as emergentes", afirmou a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde.

A China vai superar Alemanha, França e Grã-Bretanha no ranking de poder do fundo, com sua cota aumentando de 3,65 por cento para 6,19 por cento. A Índia ficará na oitava posição, com a Rússia em nono e o Brasil em décimo, de acordo com o ministro das Finanças russo.

Juntos, os quatro países, conhecidos como Bric, terão 14,18 por cento das cotas do FMI.

Os mercados emergentes em geral terão 42,49 por cento, número que o G20 diz que deve subir após uma abrangente revisão da fórmula de cotas esperada até janeiro de 2013.

"Isso não completa o processo de reforma", disse o ministro das Finanças russo, Alexei Kudrin. "A posição dos países de mercados emergentes é que esse trabalho precisa continuar."

A decisão sobre quais países europeus deixarão seus assentos deve demorar um ano ou mais. O G20 estabeleceu um prazo final para outubro de 2012. Bélgica, Dinamarca, Holanda e Suíça estão entre as nações que podem perder espaço.

(Reportagem adicional de Toni Vorobyova e David Chance)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eleitores não conseguem reconhecer abismo entre políticas no Brasil

Parece 1994 tudo de novo. Na época, como hoje, dois candidatos de lados opostos do espectro político brasileiro disputavam a presidência, e um dirigia-se para a vitória nas eleições presidenciais de outubro. Então, como hoje, um escândalo no governo deu à oposição um raio de esperança nas últimas semanas de campanha. Depois, como parece inevitável neste ano, o candidato pró-governo venceu facilmente.
A grande diferença entre hoje e 1994 é que, na época e novamente em 2002, os brasileiros sabiam que estavam em uma encruzilhada.
Hoje, muitos acham que não faz diferença quem vencer as eleições no dia 3 de outubro: Dilma Rousseff, sucessora escolhida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT, de esquerda, ou José Serra, da oposição centrista do PSDB.
“Parece uma meta-eleição”, diz Fernando Henrique Cardoso, eleito presidente pelo PSDB em 1994 após conquistar a inflação galopante como ministro das finanças, um feito que lhe rendeu oito anos no cargo. “Há uma escolha entre duas direções, mas ninguém fala nada sobre isso.”
No papel, as diferenças deveriam ser claras. Rousseff foi ministra em grande parte do governo Lula –que também completando o máximo de oito anos consecutivos- e é considerada “estatizante”. Seus instintos, segundo os analistas, são de governo grande e economia controlada.
Serra, que foi ministro da saúde de sucesso sob Fernando Henrique Cardoso e desde então tem sido um governador de São Paulo modernizador e eficaz, deveria ser um bastião do liberalismo de mercado.
Em vez disso, estão oferecendo aos brasileiros continuidade por um lado e, do outro, algo não muito bem definido.
Uma razão é a enorme popularidade de Lula. Com 80% dos brasileiros dizendo que aprovam seu governo, uma situação extraordinária depois de tanto tempo no poder, seu apoio daria a qualquer candidato uma vantagem. E ele apoia Rousseff.
Outro é que Serra subestimou seu oponente. Ele liderou as pesquisas até julho, e muitos de seus partidários acreditavam que logo estariam no governo. “Eles não prepararam uma campanha adequada”, diz Alberto Almeida, cientista político em São Paulo. “Achavam que a eleição era deles.”
Quando Lula estava perdendo em 1994, ele caiu lutando contra o “neo-liberalismo”. Almeida diz que Serra deveria perder da mesma forma, lutando pela retomada das reformas iniciadas por Fernando Henrique, que muitos economistas dizem ser essenciais para um crescimento sustentável e mais rápido. “Ele deveria estar mostrando a diferença entre o PSDB e o PT”, diz ele.
Em vez disso, Serra primeiro alegou ser a melhor pessoa para dar continuidade ao trabalho de Lula e depois se concentrou em questões estreitas de pouco apelo aos eleitores.
Não estamos em 1994, muito menos em 2002, quando os brasileiros deixaram Fernando Henrique por Lula, que prometia mudança. Em 2002, os custos de empréstimos ao Brasil deram um salto com o temor dos investidores do ex-sindicalista levar o Brasil ao calote. De fato, ele fez um “choque positivo”, mantendo os pilares ortodoxos de política macroeconômica e fazendo uma série cortes de gastos bons para o mercado.
Contudo, se muitos investidores superestimaram a diferença entre o governo do PSDB e do PT em 2002, o risco agora é que a diferença esteja sendo subestimada. Ninguém espera que Rousseff leve o Brasil para a esquerda. De fato, ela fez compromissos públicos de manter as políticas macroeconômicas tais como metas de inflação, câmbio flutuante e reduções graduais da dívida pública.
Mas há uma diferença entre continuidade e resumo das reformas do governo. Um promete crescimento lento e constante; o outro maior investimento para melhorar a produtividade e uma solução mais rápida para problemas como os serviços públicos problemáticos. Praticamente inconscientes da escolha, os brasileiros parecem prontos para optar pelo primeiro. Como disse recentemente um dos assessores econômicos de Rousseff ao Financial Times: “Não há necessidade de grandes ajustes. Se algo acontecer (como um choque externo), sim. Mas não há nada no horizonte.”

Fundação Sarney desviou verba da Petrobras, diz CGU

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) nas contas da Fundação José Sarney apontou para uma cadeia de fraudes na execução de um projeto de R$ 1,3 milhão patrocinado pela Petrobras. A investigação do órgão do governo federal acusa a entidade - criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para preservar a sua memória - de uso de notas frias e calçadas (divergência de valores), empresas fantasmas e de fachada, contratações irregulares, ausência de comprovação de serviços, entre outras irregularidades, para um projeto cultural que nunca saiu do papel.



Os recursos seriam destinados à preservação do acervo e à modernização dos espaços físicos da entidade, em São Luís. Mas a CGU apurou, por exemplo, que R$ 129 mil da Petrobras foram desviados para custear despesas da fundação, como energia, impostos e refeições. "Gastos que não estavam previstos no plano de trabalho", informa o relatório da auditoria. A CGU é dirigida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado de Sarney.



Esse é o primeiro resultado da investigação de um órgão público no patrocínio da Petrobras e confirma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 9 de julho do ano passado, sobre o desvio dos recursos. Naquele mesmo mês, a CGU abriu a auditoria nas contas da entidade. O relatório foi enviado na semana passada ao Ministério da Cultura, intermediário do patrocínio.



Os auditores estiveram na capital maranhense e constataram que a Fundação José Sarney apresentou, em sua prestação de contas, notas fiscais de empresas com endereços falsos. É o caso do Centro de Excelência Humana Shalom, que recebeu mais de R$ 70 mil para, em tese, prestar serviços de consultoria.



* Informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal diz que Roseana Sarney lavou dinheiro

Documentos que estão nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e seu marido, Jorge Murad, simularam um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior.



Os papéis obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo - incluindo um relatório confidencial do banco - dão detalhes da operação, montada legalmente no Brasil, com um prazo de seis anos. Os relatórios mostram, no entanto, que o empréstimo foi pago por meio de um banco suíço cinco dias depois da liberação dos recursos no Brasil.



O dinheiro foi, segundo os documentos, investido na compra de participações acionárias em dois shoppings, um em São Luís e outro no Rio de Janeiro. O Banco Santos teria servido apenas como ponte para Roseana e Murad usarem os dólares depositados lá fora. É o que o mercado financeiro batiza de operação "back to back".



O acordo ocorreu em julho de 2004 entre a governadora, seu marido e Edemar Cid Ferreira, até então dono do Banco Santos, que quebrou quatro meses depois e passa por intervenção judicial até hoje. Afastado do banco, Edemar é íntimo da família Sarney. Foi padrinho de casamento de Roseana e Murad. Os documentos, obtidos pela reportagem com ex-diretores do Banco Santos, reforçam os indícios que a família Sarney sempre negou: que tem contas não declaradas no exterior.



De posse dos documentos, o Estado procurou em São Paulo o administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar, para se certificar de que os papéis estão nos arquivos oficiais da instituição bancária. Ele confirmou a veracidade dos documentos. "Eu não sabia da existência deles. Mandei levantar e confirmo a existência desses documentos que você me mostrou nos arquivos do banco", disse Aguiar ao Estado. "Foram encontrados na área de operações estruturadas."



* Informações do jornal O Estado de S. Paulo.

PT promove ato contra a imprensa

Site oficial do partido conclama parceiros e sociedade a combater ‘golpismo midiático’.

Partido acusa imprensa de fazer ‘jogo combinado’ em favor de José Serra.
Uma página oficial do PT está divulgando um ato contra a imprensa brasileira. A proposta do partido genuinamente paulista de se manifestar contra veículos de comunicação, surge num momento em que grandes órgãos da mídia brasileira tornaram públicas sérias denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, provocando a sua queda da pasta, além da exoneração de outros servidores.



Existe um temor, por parte do PT, que os escândalos ocorridos na Casa Civil possam interferir numa possível vitória de Dilma Rousseff (segundo as pesquisas) na corrida à Presidência da República.



Intitulado de “ato ao golpismo midiático”, a manifestação anti-imprensa do PT é anunciada no site oficial do partido, para às 19h da quinta-feira (23/09), num local, no mínimo, paradoxal: o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista), que é filiado à CUT.



Para o ato, os petistas conclamam e anunciam a participação de dirigentes de quatro centrais sindicais: além da CUT, Força Sindical, CTB e CGTB (apoiadores/parceiros do governo do PT); representantes da União Nacional dos Estudantes (uma das entidades que mais recebeu verbas do governo Lula); Lideranças de quatro partidos políticos: PT, PCdoB, PSB e PDT (apoiadores da campanha petista à Presidência); Blogueiros progressistas (entenda-se: blogueiros petistas).



A iniciativa é também chamada no site do PT de “ato em defesa da democracia”, “contra a baixaria das eleições” e “contra o golpismo midiático”.



Rebatendo as manchetes e os escândalos diários proporcionados por determinados setores do Governo Federal, denuncia o site petista, “Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na ‘presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a ‘presunção da inocência’. Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras”.



O PT afirma que uma “manipulação” estaria sendo efetivada pelos veículos da mídia, em favor do candidato José Serra, “Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil. A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso”.



Ato de censura



Demonstrando uma forte preocupação contra a liberdade de imprensa no país, o PT promove um ato que arranha a Constituição brasileira. Além de não apresentar comprovação para as fortes acusações de suposto “conchavo” da imprensa em prol da candidatura Serra, tal ato em verdade, é uma demonstração da censura que deverá assolar um possível novo governo petista.



Além do clima inconstitucional dessa iniciativa, promover ato contra a imprensa é sinal de que a Democracia está mesmo ameaçada, pois, somente um partido político, que está no poder por dois mandatos, ousou a tanto em toda a história brasileira. Se voltar contra os meios de comunicação, na tentativa de calá-los diante a tantos desmandos, tantos derrames de dinheiro público, estando tudo isso documentado, atestado e oficializado, não passa de um ato de mediocridade.



Mostrando uma incrível similaridade com campanhas tiranas movidas pelo “camarada” venezuelano Hugo Chávez, este ato do PT somente não é idêntico aos do bolivariano, porque procura envolver elementos da sociedade em tal manifestação. Evidentemente, representação social de pouca legitimidade – diga-se -, pois UNE, centrais sindicais e blogueiros petistas, não passam de parceiros do atual governo, cujas benesses futuras estariam ameaçadas, caso o PT não permaneça frente à Presidência da República.