sábado, 22 de outubro de 2011

Japão adotará medidas após nova alta do iene frente ao dólar

O ministro de Finanças japonês, Jun Azumi, assegurou neste sábado que adotará medidas contra os movimentos especulativos nos mercados de divisas depois que o iene marcou um novo preço máximo frente ao dólar em Nova York.

A moeda japonesa chegou a tocar na sexta-feira 75,78 pontos frente ao dólar no mercado nova-iorquino, com o que quebrou o máximo de 75,95 ienes alcançado em agosto.

Segundo a agência "Kyodo", o titular de Finanças japonês assegurou que a valorização do iene não reflete a situação atual da economia do Japão, mas se deve ao fato de que a divisa se percebe como segura perante a incerteza que pesa sobre as economias dos EUA e Europa.

Uma moeda local forte prejudica seriamente as companhias exportadoras do Japão, que lutam ainda para superar os efeitos do devastador terremoto de março com a carga adicional que representa a redução de sua competitividade no exterior por causa do iene.

"Estamos em uma situação na qual a taxa de câmbio do iene poderia apagar os lucros das companhias japonesas que buscam sobreviver", disse Azumi, citado pela "Kyodo".

A moeda japonesa também se encontra em níveis muito altos frente ao euro, que na sexta-feira se movimentava em torno dos 105,87 ienes.

As declarações do titular de Finanças poderiam apontar para uma eventual nova intervenção do governo no mercado de divisas para baratear o iene, que seria a quarta desde setembro do ano passado, sem que nenhuma das anteriores tivesse efeitos duráveis.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agência S&P rebaixa nota de 24 bancos e instituições italianas

A agência de classificação de risco S&P (Standard and Poor's) reduziu nesta terça-feira a classificação de 24 bancos e outras instituições financeiras italianas, a maioria de porte médio.

Como justificativa para o rebaixamento, a agência colocou a degradação da situação econômica italiana, com crescentes tensões nos mercados e piora nas perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

A medida foi anunciada após a avaliação da S&P das condições macroeconômicas e financeiras para os bancos italianos, que se mostraram piores do que o previsto anteriormente, de acordo com comunicado divulgado.

"Em nossa opinião, as tensões renovadas nos mercados na zona do euro, particularmente na Itália, e a piora dos prospectos de crescimento levaram a uma deterioração mais aprofundada no ambiente operacional dos bancos italianos", justificou.

Entre os atingidos, está o BMPS (Banco Monte dei Paschi di Siena), cuja nota da dívida de longo prazo caiu para "BBB+". O UBI Banco (Unione di Banche Italiane) passa a ter classificação "A-", segundo o comunicado.

REBAIXAMENTO DA ITÁLIA

Em 7 de outubro, a agência Fitch rebaixou a nota da dívida soberana da Itália, de AA- para A+, com uma perspectiva negativa, em meio à intensificação da crise da zona do euro. A agência justificou o rebaixamento informando que houve um impacto significativo da crise do euro, que debilitou o perfil do risco soberano do país.

No fim de setembro, a própria S&P reduziu a nota da dívida da Itália, citando questões econômicas, fiscais e políticas. A agência de rating informou ter rebaixado a nota da dívida italiana de "A+/A-1+" para "A/A-1", e manteve sua perspectiva negativa.

Em comunicado, a S&P explicou que o corte reflete a fraqueza nas perspectivas de crescimento econômico da Itália, bem como a frágil coalizão do governo e as diferenças políticas dentro do Parlamento, que continuarão limitando a capacidade do governo para responder decisivamente aos desafios domésticos e externos, informou a agência.

PIB da China desacelera e cresce 9,1% no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,1% no terceiro trimestre de 2011 com relação ao mesmo período de 2010, informou nesta terça-feira o Birô Nacional de Estatísticas (BNE).

O dado, porém, representa um arrefecimento de quatro décimos na comparação com a alta de 9,5% registrada no segundo trimestre deste ano.

No acumulado de janeiro a setembro, o PIB da segunda maior economia do mundo ascendeu a 32,06 trilhões de yuans (US$ 5,02 trilhões), uma ascensão de 9,4% com relação ao mesmo período do ano anterior.

A economia chinesa prossegue assim sua tendência descendente, já prevista pelo governo comunista, após dois anos de políticas de estímulo para fazer frente à crise financeira global. Pequim fixou para este ano a meta de crescer 8%.

O BNE publicou também outros indicadores econômicos nacionais, como a produção industrial, que entre janeiro e setembro cresceu 14,2% mas demonstrou arrefecimento (na primeira metade do ano o crescimento foi de 14,3%).

Apesar dos problemas que as empresas privadas chinesas estão tendo neste ano pelo receio de muitos bancos a oferecer-lhes créditos (efeito secundário das medidas para conter a forte inflação), estas aumentaram com mais vigor sua produção (16,1%) que as estatais (10,4%).

Já o investimento ascendeu nos nove primeiros meses do ano a 21,22 trilhões de yuans (US$ 3,32 trilhões), o que representa um aumento anualizado de 24,9%, também menor que o da primeira metade de 2011 (25,6%).

O BNE destacou o crescimento dos investimentos no setor imobiliário, que foi de 32% e ascendeu a 4,42 trilhões de yuans (US$ 692,8 bilhões), o que evidencia que a bolha no setor ainda não foi controlada, apesar das medidas de contenção do Governo.

Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo, estas ascenderam a 13,08 trilhões de yuans (US$ 2,05 trilhões), alta de 17%, contra os 16,8% da primeira metade do ano.

O governo chinês procura nos últimos anos estimular o consumo interno para que o crescimento econômico do país dependa progressivamente deste fator econômico, após décadas nas quais os motores da potência asiática foram o investimento e o comércio exterior.

Vacinação na idade adulta: seis vacinas que devem ser tomadas

Nesta segunda-feira, dia 17, é comemorado o Dia Nacional da Vacinação. A data é uma boa oportunidade para lembrar aos adultos de manter a carterinha de vacinação em dia, já que muitas pessoas não dão muita atenção a campanhas de vacinação após a infância.

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. As primeiras, em geral, são tomadas para controlar surtos epidemiológicos, as segundas imunizam para a vida toda, com eventuais doses de reforço.

Vacina dupla tipo adulto – para difteria e tétano
A difteria é causada por uma bactéria, contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Os sintomas são problemas respiratórios, febre, dor de cabeça, e, em casos graves, inflamação no coração.

Já a toxina da bactéria causadora do tétano afeta os músculos provocando espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas, principalmente se não for tratada cedo.

Nesses casos pode haver parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, levando a morte. Uma das formas mais conhecidas de contágio é através de cortes com metais enferrujados.

Essa vacina é tomada em três doses, com intervalo de dois meses, normalmente na infância. Depois disso, deve ser tomado um reforço a cada dez anos para manter a eficácia da imunidade.

Vacina Tríplice-viral – para sarampo, caxumba e rubéola
O sarampo é causado por vírus transmitido por via respiratória e provoca manchas vermelhas no corpo. Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, abaixo de 0,2% dos casos. Já nos adultos, a doença é pouco observada.

Um dos sintomas mais conhecidos da caxumba, que também é transmitida por via respiratória, é o pescoço inchado. Apesar de mais comum na infância, na idade adulta a caxumba tem sintomas mais graves, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.

Já a rubéola, é mais perigosa para gestantes, pois pode provocar a síndrome da rubéola congênita, causando má formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. O bebê pode ter surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.

Adultos que não tomaram as duas doses imunizadoras na infância e tiverem nascido depois de 1960, devem tomar a tríplice-viral. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente. Mulheres que queiram ter filhos e não foram imunizadas ou não tiveram a doença, devem tomar a vacina um mês antes de engravidar.

Vacina contra a hepatite B
A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Isso, entretanto não é motivo para não se precaver, já que a hepatite pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. Ela pode também, causar câncer no fígado.

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco, como pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, bombeiros, etc. Fora dessas situações, qualquer adulto pode tomá-la em clínicas particulares.

Pneumo 23 – Pneumonia
O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, ataca pessoas de várias idades, principalmente acima de 60 anos. Os sintomas da pneumonia são: febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro.

Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração, fazem parte do grupo de risco e devem tomar essa vacina sempre que houver campanha de vacinação.

Para tomá-la é preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, já que a vacina não está disponível nos postos de saúde.

Vacina contra a febre amarela
Transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue, o Aedes aegypt, a febre amarela provoca febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias, podendo levar à morte.

Devido à gravidade da doença, a vacina é indicada a todas as pessoas que moram em locais de risco e deve ser tomada a cada dez anos, durante toda a vida. Quem viaja para esses lugares também precisa ser vacinado, pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Vacina contra a influenza (gripe)
A gripe é transmitida por via respiratória e provoca dores musculares e febre alta. Pessoas com mais de 60 anos fazem parte do grupo de risco e podem tomar a vacina nos postos de saúde. Já os mais jovens devem procurá-la em clínicas particulares.

Moody’s ameaça rebaixar nota da França

Revisão negativa poderá acontecer caso o país não avance em reformas fiscais e econômicas fundamentais
Em nota divulgada nesta segunda-feira, 17, a agência de classificação de risco Moody’s emitiu um alerta à França de que, dentro de três meses, poderá colocar em revisão a nota máxima da dívida soberana do país, o “AAA”.

De acordo com a agência, a nota poderá ser revisada para baixo caso a França não avance em reformas fiscais e econômicas fundamentais.

‘Esforços’ para manter a nota
“A deterioração da dívida e o potencial para que maiores passivos surjam estão exercendo pressão sobre o panorama estável de classificação da dívida AAA do governo”, alerta o comunicado da Moody’s.

O governo da França reagiu afirmando que fará “todos os esforços” para manter sua nota máxima. “É uma condição necessária para proteger o nosso modelo social. Faremos todos os esforços para não termos uma desclassificação”, declarou o ministro francês da Economia e Finanças, François Baroin, em entrevista ao canal televisivo France 2.