BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje que é melhor para o Brasil seguir com o câmbio flutuante, ao invés de adotar decisão como a anunciada pela Suíça para conter a valorização de sua moeda. Segundo ele, o caso suíço reflete uma situação de desespero, e ele tem dúvidas se o país tem lastro para rechaçar um ataque especulativo.
O banco central da Suíça voltou a agir contra a supervalorização da moeda nacional e estabeleceu hoje um limite mínimo de cotação de 1,20 franco por euro.
"Cada país tem as suas necessidades. Então, essa é uma maneira de você fixar o câmbio. Vamos ver se ela tem capacidade de bancar um eventual ataque especulativo. Porque signfiica que vai comprar tudo o que for ofertado naquele preço. Mas não sei quais são os recursos que a Suíça tem para aguentar um ataque dessa natureza", comentou Mantega.
"É uma situação limite, onde eles estão desesperados e tomando essas medidas. Nós não precisamos. É sempre melhor atuar com o câmbio flutuante, na minha opinião. Já tivemos câmbio fixo no passado e não fomos bem sucedidos. Mas vamos verificar o que acontece. Não é uma modalidade que serviria ao Brasil", prosseguiu ele.
(Azelma Rodrigues/Valor)
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