quarta-feira, 8 de junho de 2011

O novo rumo da indústria automobilística

Quando os automóveis foram lançados no mercado havia centenas de fábricas espalhadas pelos Estados Unidos e outras milhares ao redor do mundo. Hoje, alguns anos depois, a indústria automobilística é dominada por apenas algumas dezenas de empresas globais. Entretanto, as mudanças tecnológicas podem ajudar tanto as empresas já estabelecidas no mercado, quanto facilitar a entrada das recém-chegadas. Há fortes sinais de que isso já esteja acontecendo no setor automotivo.

Usando as últimas tecnologias em veículos elétricos e novas técnicas de fabricação, a Tesla nasceu no Vale do Silício, com carros esportivos elétricos. A Fisker, outra nova empresa californiana, está construindo um luxuoso carro híbrido, chamado Karma. Diversas outras empresas têm projetos em andamento que vão de carros elétricos para transporte regional à conversão de veículos já existentes. Esta semana, uma outra pequena empresa revelou não apenas um, mas cinco protótipos entre seus E-4 Coupe, desenvolvido e construído com um orçamento de apenas US$ 1,2 milhão.

“Muitas das maiores montadores se interessaram”, afirma Simon Dowson, diretor da empresa. “Eles se encantaram com o que fizemos”. A Delta Motorsport, responsável pelo protótipo, foi criada em 2005 por Dowson e seu diretor técnico, Nick Carpenter. Eles possuem apenas dez empregados. Mas estão localizados no circuito da corrida de Silverstone, na Inglaterra, o que fornece uma breve ideia de como conseguiram o feito.

A empresa deseja aplicar a mesma técnica usada na indústria de corridas de automóveis para produzir carros esportivos elétricos. Eles criaram o design, a engenharia e o trabalho de montagem, mas terceirizaram a manufatura de pequenas peças para o que Dowson descreve como o “Motorsport Valley”, uma região ao longo do centro da Inglaterra. É onde muitas empresas de engenharia automotivas e equipes de Fórmula 1 estão instaladas.

O Delta E-4 Coupe, como todos os seus protótipos, ainda precisa ser trabalhado. Mas o carro é rápido e tem um design impressionante, com portas em tesoura. Os protótipos, equipados com uma pequena bateria menor do que a bateria de lítio, de 48 kWh, planejada para a versão mais rápida, ainda não são capazes de entregar o que a Delta espera: ir de 0 a 60 milhas por hora em menos de cinco segundos, percorrendo em média 200 milhas em uma única carga. No entanto o carro pode ser completamente recarregado dentro de oito horas, após conectado a uma rede convencional de energia.

Algumas partes do carro foram montadas utilizando fibras de carbono, outras partes com fibra de vidro. Estes materiais também podem ser usados em um processo de produção de uma fábrica modelo, explica Dowson. Um número alto de montadoras já procura maneiras de realizar uma produção em massa de carros construídos a partir deste tipo de material. Entre elas, a BMW, que está desenvolvendo uma linha de veículos elétricos urbanos.

A manufatura destes componentes não requer grandes investimentos em pensas enormes para selar partes de metal. A BMW também analisa a possibilidade de produção via satélite, assim as partes do carro poderiam ser construídas em mais de uma localização. Ao contrário da Delta, entretanto, a BMW ainda precisa mostrar protótipos funcionais.

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