Vários países da América Latina estão se beneficiando do forte crescimento econômico chinês por meio de canais diretos e indiretos, refletido na melhora de desempenho dos ratings soberanos, diz a Moody's Investors Service em relatório.
"A China afeta a região diretamente com o crescimento das exportações destinadas àquele país, já que China e América Latina são parceiros comerciais naturais", disse o analista da Moody's Sergio Valderrama, autor do relatório. "Indiretamente, o forte crescimento da China tem contribuído com a elevação histórica dos preços das commodities. Um benefício para a maioria dos países exportadores da América Latina, que os torna mais resistentes a choques adversos".
Parcialmente como resultado de choques relacionados à China, os países exportadores da região com laços mais estreitos com esse país, como o Brasil, Chile e Peru, tiveram seus ratings elevados de maneira significativa a partir de 2005, diz a Moody's. Outros países devem seguir o mesmo caminho, acrescenta.
Ao longo da última década, as importações da China vindas da América Latina cresceram mais de 20% anualmente, fazendo com que se torne um dos mais importantes mercados para a região. "A China está agora entre os três destinos de exportação mais importantes para a Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Peru e Venezuela", diz o relatório.
"Diferentemente de períodos anteriores de altos preços das commodities quando os governos da América Latina continuavam a tomar pesados empréstimos ou a ter déficits elevados, nos anos recentes a maioria dos governos usou os preços altos desses produtos para reduzir níveis de dívida, acumular ativos e reforçar as reservas internacionais", disse Valderrama. "Isto fortalece o perfil de crédito e pode pressionar os ratings para cima".
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